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terça-feira, 8 de março de 2016

INTELIGÊNCIA

Segundo alguns dicionários,  a palavra
inteligência é a capacidade individual
de leitura de termo não explicitado
em situações contextuais ou não
ou conjunto de faculdades mentais
- raciocínio, juízo, imaginação, etc... -

Capacidades as quais se depreende
inerentes aos adultos em graus diversos,
ou  em crianças a partir de determinado ponto,
entretanto, às vezes, somos surpreendidos
por pirralhos com capacidade cognitiva
a nos deixar, digamos,... admirados...

Pois outro dia, proclamei um velho amigo
contemporâneo, da minha turma, de jovem
e o netinho ao ouvir aquilo, mais  que depressa,
disse: ele, da tua idade, te chamando de jovem
é porque  não quer passar por homem velho

quinta-feira, 3 de março de 2016

POIS ENTÃO!

Gente, março chegou!
Acho que ontem era janeiro
e nem vi fevereiro passar!
Façam alguma coisa para deter o tempo,
pois ele parece um trem descarrilhado!
Já me disseram que as pessoas bem idosas
não se preocupam com o andar da carruagem
porque raciocinam assim, deste jeito:
Ah, na contagem regressiva estamos no lucro
e cada dia a mais na nossa conta é bônus!



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

CONDUTA MORAL

O   discurso dos progressistas vende
a filosofia de um mundo melhor;
sugere que a acomodação das melancias
ocorrerá com subida do proletariado
na rampa do poder;entretanto
depreende-se através do canto das sereias
que os valores clássicos escorrerão pelo ralo da história.

Mesmo que o mundo melhor
pareça, às vezes, apenas um conceito
ele existe e está ao alcance da  mão,
mas precisamos transmutar nossos hábitos
para adentrarmos no universo prometido.

O mundo melhor não está atrelado
a nenhuma religião, a nenhum partido,
a nenhum slogan ou sistema filosófico,
mas à  mudança de conduta,
diretamente relacionado com
a postura moral  retilínea.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

HORÁRIO DE VERÃO

Outro dia cheguei a pensar
que havia acabado o verão,
pois foi justamente quando
terminou o horário de verão.

Engraçado esse horário alternativo
que tem vigorado nos últimos anos:
começa cedo, no meio da primavera
e vai embora antes do verão terminar.

E não é só isso que encabula a gente,
pois tem estados isentos do sistema;
nesse tipo de filtro rotativo, arbitrário,
como se dentro do país outro país houvesse.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

ANIVERSÁRIO DA MINHA CASA - 244 ANOS

Moro numa cidade velha,
que às vezes parece nova
outras vezes parece outra.
Às vezes parece antiga,
menos antiga que as outras
que se tornaram velhas,
mas querem ser modernas,
entretanto minha cidade,
que há pouco era província
 tem um jeito diferente
das outras que eu conheço.
Ela mora ao lado do rio,
que na verdade é um lago,
que recebe quatro braços;
que eu chamo de estuário,
e o seria, sim, se não houvesse
uma lagoa entre o lago e o mar,
entre o rio e o mar para quem
ainda não assimilou a ideia
e reitera que o nosso lago é rio.
Esse rio, esse lago,  esse processo
de água doce, trouxe os açorianos
para perto do Gasometro, ali
onde engendraram Porto Alegre;
então ela desceu devagar as curvas
do rio, a orla do lago para o sul,
para o norte e depois desgarrou
 para os lados de Viamão





O TEMPO

Este ser invisível, o tempo,
vai passando
e a gente rodando com ele.
Não vemos o rosto do tempo
se transformar em outro
como acontece conosco...

Às vezes fico pensando,
que o tempo é uma ficção,
que a nossa vida é mensurada
através das lacunas do espaço.
Acho  que o tempo transcende
a imaginação dos poetas.

QUANDO A GUERRA VAI ACABAR ?

Tantas coisas que chocam o forasteiro
neste nosso país desgovernado
já não mexem nais conosco,
porque nos habituamos,
com o desleixo,
com o descaso,
com o roubo,
com o crime.

Acho que estamos
em estado letárgico
e já não esboçamos
nenhuma reação
diante das mazelas.
Parece que o crime
virou banalidade.

Nas poucas vezes em
que nos manifestamos,
tomamos as dores
dos arruaceiros,
dos baderneiros,
dos parasitas.

Se refletíssemos por cinco minutos,
certamente nos daríamos conta
de que não está tudo bem,
hajam  vistas os números
de pessoas assassinadas
a cada ano que passa.

Duas, três, cinco, dez
mortes diárias nas cidades
grandes e médias
acumulam o somatório
de mais de cinquenta mil
assassinatos por ano.
São baixas  de guerra,
mas os governantes,
políticos, autoridades
e a grande mídia
encaram essa chacina
como se fossem
números estatísticos