Hoje passei por uma rua
por onde não andava
há uns quarenta anos.
Mas ao cruzar por ali
não tive olhos
para as coisas do tempo
Quem sabe,
o espírito do pretérito,
protegido da curiosidade,
jogou névoa na memória
do caminhante apressado.
Autômato e bucéfalo,
sob o overdose do presente,
já não lembro do ontem.
É provável que muita coisa
haja alterado neste interregno.
Porém o que conjecturo
é que se houve mudança,
quem mudou, de fato:
eu ou a rua?
Minh`alma.
Há 17 horas
