Quem já não fez besteira
algum dia, na juventude?
Eu me lembro de várias,
mas por vezes me
constrange
a autoria daquelas pixotadas...
Relato aqui um evento ocorrido
na saudosa década de
sessenta,
nas tardes de abril daquele ano
em que os gringos foram à
Lua.
Eu seguia um cara, no centro da
cidade,
de segunda à sexta-feira,
por volta da quinze horas,
para saborear o aroma do tabaco
que o cidadão queimava no
cachimbo.
Um dia, surpreendido por um
amigo
abrigado da chuva na marquise
da Casa Massom,
eu, boquiaberto, não tive
resposta:
por que todas as tardes daquela
semana
eu caminhava atrás da menina
morena
desde a Rua Uruguai até até a
Galeria Malcon.
Pois eu absorto com o cheiro
do tabaco holandês não
percebera
que o distinto senhor
engravatado,
seguia platonicamente,á curta
distância,
uma bela menina de minissaia