As leis são projetadas
pelos deputados, senadores e vereadores.
As leis são sancionadas
pelos governadores, prefeitos
e pelo Presidente da república.
O forno das assembleias
e das câmaras deste país
fabricam leis
como as padarias
fazem pães.
Entretanto,
há um clamor popular
por novas leis.
Atiçado pela mídia, o povo diz
que as leis caducaram.
Seja como for,
parece que têm leis em demasia
dormindo nos compêndios
e antes de mais nada
é necessário a execução equânime
das leis existentes.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
AZUL
Passei a juventude
vestindo blue jeans
e camisetas celestes
porque o azul sempre foi
minha cor favorita.
Naquele tempo
gastava as manhãs
andando pelos parques,
procurando nas estações
as flores azuis.
Nos dias de tempo bom
e de céu limpo
o mundo fica iluminado.
O planeta entra em outra dimensão,
a alegria aflora no espírito
das pessoas receptivas
à mansitude do azul.
vestindo blue jeans
e camisetas celestes
porque o azul sempre foi
minha cor favorita.
Naquele tempo
gastava as manhãs
andando pelos parques,
procurando nas estações
as flores azuis.
Nos dias de tempo bom
e de céu limpo
o mundo fica iluminado.
O planeta entra em outra dimensão,
a alegria aflora no espírito
das pessoas receptivas
à mansitude do azul.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
RAMERAME
Estamos acorrentados
à trivialidade diária.
Dependentes formalizados
da banalidade cotidiana,
imersos em um sistema estagnado,
não conseguimos redirecionar
nosso modus vivendi...
Presos às concepções arraigadas,
não recuamos um milímetro
do script gravado em nosso cérebro.
Provavelmente morreremos repetindo
antigos passos da senhora rotina...
Todos os dias, ritualisticamente,
vestimos as mesmas roupas,
andamos pelas mesmas ruas,
repetimos o mesmo discurso
às pessoas à nossa volta.
Lemos as mesmas notícias,
plugamos os mesmos canais,
dormimos nas mesmas camas...
Até que um dia vamos perceber,
que esquecemos de viver aqueles projetos
gerados durante a juventude,
que os sonhos dourados amarelaram,
que a nossa vontade amoleceu
e o novo parece um filme de ficção científica...
à trivialidade diária.
Dependentes formalizados
da banalidade cotidiana,
imersos em um sistema estagnado,
não conseguimos redirecionar
nosso modus vivendi...
Presos às concepções arraigadas,
não recuamos um milímetro
do script gravado em nosso cérebro.
Provavelmente morreremos repetindo
antigos passos da senhora rotina...
Todos os dias, ritualisticamente,
vestimos as mesmas roupas,
andamos pelas mesmas ruas,
repetimos o mesmo discurso
às pessoas à nossa volta.
Lemos as mesmas notícias,
plugamos os mesmos canais,
dormimos nas mesmas camas...
Até que um dia vamos perceber,
que esquecemos de viver aqueles projetos
gerados durante a juventude,
que os sonhos dourados amarelaram,
que a nossa vontade amoleceu
e o novo parece um filme de ficção científica...
sábado, 11 de fevereiro de 2012
PERVERSIDADE
Nos dias atuais
o homem ainda se diverte
com esportes estúpidos,
como a matança de animais.
Resquício da crueldade
dos tempos bárbaros,
quando bebíamos
o sangue dos adversários.
Avesso às leis naturais,
o homem difere muito do animal:
enquanto o bicho age
obedecendo o instinto
de conservação e preservação da espécie,
a ação humana desequilibra a natureza.
Hoje, refletindo,
confesso meus crimes:
fui caçador,
alvejei animais
que fugiam feridos
e morriam agonizando
em meio aos campos.
Quando abandonei as caçadas,
fui praticar a pesca esportiva,
justificando-me: agora não pratico o mal;
pesco os peixes por brincadeira
e os devolvo à água.
Mas no fundo ainda prevalecia o egoísmo,
pois meu desejo estava alavancado no orgulho
que busca o aplauso.
Na verdade eu corria atrás do troféu
de melhor pescador entre os meus amigos.
Não matava o produto da pesca,
porém esquecia-me de que o anzol
machucava e feria os peixinhos.
o homem ainda se diverte
com esportes estúpidos,
como a matança de animais.
Resquício da crueldade
dos tempos bárbaros,
quando bebíamos
o sangue dos adversários.
Avesso às leis naturais,
o homem difere muito do animal:
enquanto o bicho age
obedecendo o instinto
de conservação e preservação da espécie,
a ação humana desequilibra a natureza.
Hoje, refletindo,
confesso meus crimes:
fui caçador,
alvejei animais
que fugiam feridos
e morriam agonizando
em meio aos campos.
Quando abandonei as caçadas,
fui praticar a pesca esportiva,
justificando-me: agora não pratico o mal;
pesco os peixes por brincadeira
e os devolvo à água.
Mas no fundo ainda prevalecia o egoísmo,
pois meu desejo estava alavancado no orgulho
que busca o aplauso.
Na verdade eu corria atrás do troféu
de melhor pescador entre os meus amigos.
Não matava o produto da pesca,
porém esquecia-me de que o anzol
machucava e feria os peixinhos.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
BISSEXTO
Alguns vocábulos
da língua portuguesa
soam especiais
aos nossos ouvidos.
Lembro que Erico Verissimo
falava das palavras gordas...
Este poeta
quando criança
adorava o som
de inexorável,
simbiose,
factível e
sobretudo, bissexto
Quando me disseram
que bissexto é um período quartenário
e que nesses eventos o mês de fevereiro
ganha um dia de bônus,
achei interessante a sorte dos nascidos
no d ia 29
e os considerei indivíduos especiais.
Mais tarde, quando soube
que Manoel Bandeira chamava
de poeta bissexto
aquele que publica um poema
a cada quartela,
pensei comigo, taí:
quero ser, pelo menos,
um poeta bissexto!
Ah, objetivo inalcansável,
continuo sendo um poeta anônimo!
da língua portuguesa
soam especiais
aos nossos ouvidos.
Lembro que Erico Verissimo
falava das palavras gordas...
Este poeta
quando criança
adorava o som
de inexorável,
simbiose,
factível e
sobretudo, bissexto
Quando me disseram
que bissexto é um período quartenário
e que nesses eventos o mês de fevereiro
ganha um dia de bônus,
achei interessante a sorte dos nascidos
no d ia 29
e os considerei indivíduos especiais.
Mais tarde, quando soube
que Manoel Bandeira chamava
de poeta bissexto
aquele que publica um poema
a cada quartela,
pensei comigo, taí:
quero ser, pelo menos,
um poeta bissexto!
Ah, objetivo inalcansável,
continuo sendo um poeta anônimo!
domingo, 5 de fevereiro de 2012
A VERDADE
Há milhares de anos,
Sidarta Gautama
do alto da sua sabedoria
já ensinava
a conveniência da moderação.
O mestres dos mestres
veio mostrar o caminho,
a verdade e a vida,
mas com o passar do tempo
as religiões aprisionaram
a doutrina de Jesus
ao pé da letra morta.
De tempos em tempos
espíritos iluminados
como:
Francisco de Assis,
Alan Kardec,
Madre Teresa,
Chico Xavier...
descem à terra
com a missão de despertar
nossa consciência embotada.
Sidarta Gautama
do alto da sua sabedoria
já ensinava
a conveniência da moderação.
O mestres dos mestres
veio mostrar o caminho,
a verdade e a vida,
mas com o passar do tempo
as religiões aprisionaram
a doutrina de Jesus
ao pé da letra morta.
De tempos em tempos
espíritos iluminados
como:
Francisco de Assis,
Alan Kardec,
Madre Teresa,
Chico Xavier...
descem à terra
com a missão de despertar
nossa consciência embotada.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
ENFERMIDADE
Estive doente dos olhos
e ninguém percebeu
minha afecção "entre aspas".
Eu andava preocupado
com o meu umbigo
e não via nada ao meu redor.
Estive doente da língua
mas não parei de falar,
aliás, exercitei a eloquência
falando mal dos outros.
Andei doente das pernas
mas caminhei muito
indo aos lugares sórdidos,
perambulando com prazer
nas jogatinas e nos lupanares,
tornei-me um frequentador assíduo
do território do vício.
Estive doente das mãos,
mas colhi os melhores frutos
para o meu deleite
e deixei de conduzir os fracos,
os cegos e os doentes,
enquanto dava tapinha nas costas
das pessoas influentes.
Estive doente da moral,
abusei da falta de responsabilidade,
fugi das obrigações,
descuidei-me dos deveres,
tornei-me um relapso e cínico.
Nas poucas vezes em que pratiquei a caridade
a fiz em vista de terceiros
para que o meu nome fosse divulgado.
Ao acordar desse sonho patife,
pensei com os meus botões, aliviado,
que bom que foi apenas um pesadelo,
mas à medida que ia refletindo
sobre as coisas que havia sonhado,
ouvi uma voz que vinha do fundo das entanhas;
era a consciência. Esse ente
que conhece a verdade, disse:
que ruim que isso não foi um sonho,
mas um resumo da tua realidade comportamental!
Entretanto, sempre é possível
uma mudança de conduta.
Se quiseres fazer, corre,
pois não tens todo o tempo do mundo!
e ninguém percebeu
minha afecção "entre aspas".
Eu andava preocupado
com o meu umbigo
e não via nada ao meu redor.
Estive doente da língua
mas não parei de falar,
aliás, exercitei a eloquência
falando mal dos outros.
Andei doente das pernas
mas caminhei muito
indo aos lugares sórdidos,
perambulando com prazer
nas jogatinas e nos lupanares,
tornei-me um frequentador assíduo
do território do vício.
Estive doente das mãos,
mas colhi os melhores frutos
para o meu deleite
e deixei de conduzir os fracos,
os cegos e os doentes,
enquanto dava tapinha nas costas
das pessoas influentes.
Estive doente da moral,
abusei da falta de responsabilidade,
fugi das obrigações,
descuidei-me dos deveres,
tornei-me um relapso e cínico.
Nas poucas vezes em que pratiquei a caridade
a fiz em vista de terceiros
para que o meu nome fosse divulgado.
Ao acordar desse sonho patife,
pensei com os meus botões, aliviado,
que bom que foi apenas um pesadelo,
mas à medida que ia refletindo
sobre as coisas que havia sonhado,
ouvi uma voz que vinha do fundo das entanhas;
era a consciência. Esse ente
que conhece a verdade, disse:
que ruim que isso não foi um sonho,
mas um resumo da tua realidade comportamental!
Entretanto, sempre é possível
uma mudança de conduta.
Se quiseres fazer, corre,
pois não tens todo o tempo do mundo!
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