Tem feito tanto calor neste verão,
que tenho pensando em algumas alternativas
a fim de suportar as altas temperaturas.
Pensei em criar algum artefato
tipo um ventilador portátil, prático e leve,
para ser conduzido junto ao corpo,
ativado com uma bateria automática.
Para amenizar as noites mormacentas,
imaginei um novo tipo de ar condicionado
produzido em escala doméstica,
gerado pelo trabalho de uma rede de cataventos.
Aqueles que possuem espaço disponível
podem implantar um sistema natural
de controle da quentura do ambiente,
plantando alguns pés de neve no pátio...
domingo, 11 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
MULHER
Hoje, Dia Internacional da Mulher,
levo minha homenagem a todas
e de maneira particular àquelas
que têm e tiveram participação especial
na minha vida.
Um beijo à minha mulher,
companheira de tantas jornadas:
períodos de muitas alegrias
e momentos de dor profunda.
Um abraço à minha filha,
princesa, flor, perfume no ar ...
Uma oração à minha mãe
- criatura que me ensinou tudo - ,
que esteja em paz no mundo espiritual.
Elevo meu coração ao Pai maior
e peço luz à nossa Presidente;
Dona Dilma, seja a nossa mãe
- nem tenho esse direito, sou um não votante,
por não crer no nosso sistema corrupto -,
as mães sabem amar.
Se as mulheres governassem o mundo
não haveria guerras políticas nem guerras "santas".
As fronteiras seriam menos rígidas
e todas as nações seriam amigas.
Pai nosso, que está em toda a parte,
abençoai as mulheres do planeta!
P
levo minha homenagem a todas
e de maneira particular àquelas
que têm e tiveram participação especial
na minha vida.
Um beijo à minha mulher,
companheira de tantas jornadas:
períodos de muitas alegrias
e momentos de dor profunda.
Um abraço à minha filha,
princesa, flor, perfume no ar ...
Uma oração à minha mãe
- criatura que me ensinou tudo - ,
que esteja em paz no mundo espiritual.
Elevo meu coração ao Pai maior
e peço luz à nossa Presidente;
Dona Dilma, seja a nossa mãe
- nem tenho esse direito, sou um não votante,
por não crer no nosso sistema corrupto -,
as mães sabem amar.
Se as mulheres governassem o mundo
não haveria guerras políticas nem guerras "santas".
As fronteiras seriam menos rígidas
e todas as nações seriam amigas.
Pai nosso, que está em toda a parte,
abençoai as mulheres do planeta!
P
terça-feira, 6 de março de 2012
TEMPO
O que é o tempo
senão um abismo infinito
nominado pela finitude?
Quando nasceu o tempo?
Podemos raciocinar,
que o tempo surgiu
quando as criaturas
foram capazes de percebê-lo.
Por certo, algo passa a existir
para o indivíduo pensante
à medida da visualização
de algo que ultrapassa
a fronteira do corpo.
Como estamos presos
às conjecturas
relativas às capacidades
perceptiva e sensitivas,
inúmeras teorias
ainda buscam a luz
de temas que ainda embaçam
a nossa mediana compreensão.
senão um abismo infinito
nominado pela finitude?
Quando nasceu o tempo?
Podemos raciocinar,
que o tempo surgiu
quando as criaturas
foram capazes de percebê-lo.
Por certo, algo passa a existir
para o indivíduo pensante
à medida da visualização
de algo que ultrapassa
a fronteira do corpo.
Como estamos presos
às conjecturas
relativas às capacidades
perceptiva e sensitivas,
inúmeras teorias
ainda buscam a luz
de temas que ainda embaçam
a nossa mediana compreensão.
quinta-feira, 1 de março de 2012
MENOS BARULHO
Era fim de tarde
do mês de outubro,
inicio do horário de verão.
Eu voltava do centro da cidade
para o desfrute do merecido
intervalo regular de repouso.
Tudo andava devagar
por causa do fluxo do "rush",
entretanto, ao contrário dos outros dias,
excetuando o ronco rotineiro
dos motores do carros,
tudo estava assustadoramente calmo,
as pessoas quietas, caladas, mudas...
Até parecia que o planeta fora engulido
por um mundo mais adiantado,
onde não havia lugar
para o estresse tão comum do nosso tempo...
Tal situação atípica levou-me a devanear
sobre nossa postura cotidiana, interativa e contextual,
que por fim quase conclui, que
se usássemos um pouquinho de sensatêz
seria possível reduzir de forma considerável
o ruído sonoro que infeniza
nossa vida nas metrópoles.
do mês de outubro,
inicio do horário de verão.
Eu voltava do centro da cidade
para o desfrute do merecido
intervalo regular de repouso.
Tudo andava devagar
por causa do fluxo do "rush",
entretanto, ao contrário dos outros dias,
excetuando o ronco rotineiro
dos motores do carros,
tudo estava assustadoramente calmo,
as pessoas quietas, caladas, mudas...
Até parecia que o planeta fora engulido
por um mundo mais adiantado,
onde não havia lugar
para o estresse tão comum do nosso tempo...
Tal situação atípica levou-me a devanear
sobre nossa postura cotidiana, interativa e contextual,
que por fim quase conclui, que
se usássemos um pouquinho de sensatêz
seria possível reduzir de forma considerável
o ruído sonoro que infeniza
nossa vida nas metrópoles.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
VITÓRIA
Apesar da leis existentes
de proteção à pessoa
o cidadão anda tão desprotegido
como sempre foi;
sobretudo, quando se trata
de indivíduos inseridos nas camadas pobres.
Quando o assunto é saúde pública,
então, é um verdadeiro descalabro.
As mídias deste país anunciam, a mando dos governos,
propagandas fantasiosas de serviços
que os usuários necessitados desconhecem.
São pessoas morrendo nas filas de espera
por falta de atendimento.
São funcionários estressados e insensíveis
zombando da população desassistida.
Dentro desse quadro preocupante
algumas situações lembram
o mundo caótico de Kafka,
como por exemplo,
o episódio que ocorreu
pouco antes do carnaval
num posto de saúde,
na zona sul de Porto Alegre,
quando uma mulher grávida,
prestes a dar a luz,
foi mandada para a casa
pelos médicos do dito posto,
por que segundo os doutores
não estava na hora da criança nascer,
entretanto, a criança nasceu
trinta minutos depois,
na parada de ônibus próxima ao posto.
Mãe e filha foram assistidas
pelas pessoas que estavam naquele local.
A mãe deu o nome de Vitória à filha
numa justa homenagem aqueles desconhecidos
que as ampararam,
no momento em que o órgão responsável pela vida
foi omisso.
de proteção à pessoa
o cidadão anda tão desprotegido
como sempre foi;
sobretudo, quando se trata
de indivíduos inseridos nas camadas pobres.
Quando o assunto é saúde pública,
então, é um verdadeiro descalabro.
As mídias deste país anunciam, a mando dos governos,
propagandas fantasiosas de serviços
que os usuários necessitados desconhecem.
São pessoas morrendo nas filas de espera
por falta de atendimento.
São funcionários estressados e insensíveis
zombando da população desassistida.
Dentro desse quadro preocupante
algumas situações lembram
o mundo caótico de Kafka,
como por exemplo,
o episódio que ocorreu
pouco antes do carnaval
num posto de saúde,
na zona sul de Porto Alegre,
quando uma mulher grávida,
prestes a dar a luz,
foi mandada para a casa
pelos médicos do dito posto,
por que segundo os doutores
não estava na hora da criança nascer,
entretanto, a criança nasceu
trinta minutos depois,
na parada de ônibus próxima ao posto.
Mãe e filha foram assistidas
pelas pessoas que estavam naquele local.
A mãe deu o nome de Vitória à filha
numa justa homenagem aqueles desconhecidos
que as ampararam,
no momento em que o órgão responsável pela vida
foi omisso.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
O REINO DOS CÉUS
Há muito tempo,
muito tempo mesmo,
ouvi um sermão fervoroso
de um clérico entusiasmado,
exortando os fiéis
a buscar o reino de Deus
aqui na terra.
Aquele religioso pregava
através de parábolas
extraídas do evangelho
e à medida que falava,
empolgado com as próprias palavras,
dizia e gritava que era necessário fugir
das artimanhas do inimigo,
o qual estava sempre à espreita
das almas desavisadas.
Estimulado por aquele discurso,
percorri várias vertentes,
através de seitas,
sociedades secretas,
grupos iniciáticos
e círculos esótericos,
á procura do portal
do reino dos céus.
Depois de muito tempo,
cansado dos rituais,
encontrei um velhinho diferente
de todas as pessoas que havia conhecido.
O que me chamou a atenção foi
a tranquilidade e a paz que olhos dele transmitiam.
Fiquei seduzido quando ele disse:
amigo, passei longos anos angustiado,
buscando o reino dos céus por vários caminhos,
porém, um dia surgiu, à minha frente, a luz de Damasco,
quando fui intuído a fazer o bem indiscriminadamente.
Então minha vida mudou.
Agora eu sei que o reino de Deus
está no coração do homem!
muito tempo mesmo,
ouvi um sermão fervoroso
de um clérico entusiasmado,
exortando os fiéis
a buscar o reino de Deus
aqui na terra.
Aquele religioso pregava
através de parábolas
extraídas do evangelho
e à medida que falava,
empolgado com as próprias palavras,
dizia e gritava que era necessário fugir
das artimanhas do inimigo,
o qual estava sempre à espreita
das almas desavisadas.
Estimulado por aquele discurso,
percorri várias vertentes,
através de seitas,
sociedades secretas,
grupos iniciáticos
e círculos esótericos,
á procura do portal
do reino dos céus.
Depois de muito tempo,
cansado dos rituais,
encontrei um velhinho diferente
de todas as pessoas que havia conhecido.
O que me chamou a atenção foi
a tranquilidade e a paz que olhos dele transmitiam.
Fiquei seduzido quando ele disse:
amigo, passei longos anos angustiado,
buscando o reino dos céus por vários caminhos,
porém, um dia surgiu, à minha frente, a luz de Damasco,
quando fui intuído a fazer o bem indiscriminadamente.
Então minha vida mudou.
Agora eu sei que o reino de Deus
está no coração do homem!
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
FERIADÃO
No último feriado a metrópole
parecia uma cidade fantasma.
A população havia debandado
em busca de distração e lazer.
As pequenas cidades balneárias
incharam por causa do "descanso"
dos homens da cidade grande.
O que deveria ser diversão
se transformou em balbúrdia
e o almejado repouso dos indivíduos
itinerantes
ficou descansando na cidade
de origem das criaturas.
Dia seguinte ao feriadão,
retorno às funções de trabalho
e às necessárias lides cotidianas
em meio às discussões exaltadas
entre os colegas nervosos, devido
à carga estréssica gerada
pelo transito de retorno de feriado.
parecia uma cidade fantasma.
A população havia debandado
em busca de distração e lazer.
As pequenas cidades balneárias
incharam por causa do "descanso"
dos homens da cidade grande.
O que deveria ser diversão
se transformou em balbúrdia
e o almejado repouso dos indivíduos
itinerantes
ficou descansando na cidade
de origem das criaturas.
Dia seguinte ao feriadão,
retorno às funções de trabalho
e às necessárias lides cotidianas
em meio às discussões exaltadas
entre os colegas nervosos, devido
à carga estréssica gerada
pelo transito de retorno de feriado.
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