Muita gente boa acredita
que a terra e apenas a terra
possui coeficiente populacional,
que outros planetas
se por ventura existem
são destituídos, aleatórios, vazios...
Seria o mentor das galáxias
uma entidade brincalhona
a plantar mundos inócuos
nos escaninhos das imensidões?
sábado, 30 de maio de 2015
quarta-feira, 27 de maio de 2015
A CHUVA AGUÇA A MEMÓRIA
Nos dias de precipitação climática
minha mente retrocede ao tempo
dos dias chuvosos de antigamente
quando eu viajava pelo mundo
através das páginas mágicas
daqueles livros que abriam
as portas para o sonho.
Era doce palmilhar recantos
fora do alcance dos pés
distante das possibilidades
pecuniárias do incauto leitor,
que mesmo de longe dos palcos
de ocorrências daquelas histórias
sentia o aroma do vento
que arejava aqueles lugares...
minha mente retrocede ao tempo
dos dias chuvosos de antigamente
quando eu viajava pelo mundo
através das páginas mágicas
daqueles livros que abriam
as portas para o sonho.
Era doce palmilhar recantos
fora do alcance dos pés
distante das possibilidades
pecuniárias do incauto leitor,
que mesmo de longe dos palcos
de ocorrências daquelas histórias
sentia o aroma do vento
que arejava aqueles lugares...
segunda-feira, 25 de maio de 2015
A MELHOR SERÁ AQUELA QUE TU SEGUIRES
O gringo entrava ansioso
nas casas convencionadas
e nos templos afins
das seitas tradicionais
peguntando afobado:
qual a melhor religião?
A resposta era igual:
a católica era a melhor,
a protestante idem,
a universal ibidem,
a mulçumana tri-idem,
a assembleia da mesma forma...
O gringo encucado questionou
com os confucionistas,
com os kardecistas,
com os budistas,
seu inconformismo
com a uniformidade das respostas,
porém os últimos interpelados
confirmaram que os primeiros
estejam corretos,
pelo fato de que
não existe seita ruim,
mas homens que transformam
esta ou aquela congregação
em ferramenta benéfica ou nefasta.
nas casas convencionadas
e nos templos afins
das seitas tradicionais
peguntando afobado:
qual a melhor religião?
A resposta era igual:
a católica era a melhor,
a protestante idem,
a universal ibidem,
a mulçumana tri-idem,
a assembleia da mesma forma...
O gringo encucado questionou
com os confucionistas,
com os kardecistas,
com os budistas,
seu inconformismo
com a uniformidade das respostas,
porém os últimos interpelados
confirmaram que os primeiros
estejam corretos,
pelo fato de que
não existe seita ruim,
mas homens que transformam
esta ou aquela congregação
em ferramenta benéfica ou nefasta.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
A COR DAS CORES
Eu, que, particularmente,
gosto dos dias nublados,
leves, tranquilos, amenos,
embalados pela brisa outonal,
rendi-me outro dia
pela maravilha pintada
de anil sobre o céu,
porque não era
um azul qualquer,
mas um azul AZUL!
Eu, que ouço desde sempre
aquele velho chavão:
os sonhos são azuis,
de repente, como se estivesse
incorporando uma entidade
amante da beleza
comecei a recitar
em moto-contínuo:
os sonhos são azuis,
os sonhos são azuis,
os sonhos são azuis...
gosto dos dias nublados,
leves, tranquilos, amenos,
embalados pela brisa outonal,
rendi-me outro dia
pela maravilha pintada
de anil sobre o céu,
porque não era
um azul qualquer,
mas um azul AZUL!
Eu, que ouço desde sempre
aquele velho chavão:
os sonhos são azuis,
de repente, como se estivesse
incorporando uma entidade
amante da beleza
comecei a recitar
em moto-contínuo:
os sonhos são azuis,
os sonhos são azuis,
os sonhos são azuis...
segunda-feira, 18 de maio de 2015
ÀS VEZES PENSO QUE
Às vezes fico com a impressão de que
o sol, no meio da tarde, enquanto faz seu lanche
se põe a me espiar de solaio
e que as estrelas temporãs, durante o happy hour,
ficam a me olhar,
que os grilhos e os sapos saem das tocas
e cuidam das minhas caretas e trejeitos,
que as árvores e os bichos, curiosos,
me observam o tempo inteiro, mas disfarçam
para que eu não perceba que estou sendo monitorado
e não me traumatize pensando que perdi a razão.
o sol, no meio da tarde, enquanto faz seu lanche
se põe a me espiar de solaio
e que as estrelas temporãs, durante o happy hour,
ficam a me olhar,
que os grilhos e os sapos saem das tocas
e cuidam das minhas caretas e trejeitos,
que as árvores e os bichos, curiosos,
me observam o tempo inteiro, mas disfarçam
para que eu não perceba que estou sendo monitorado
e não me traumatize pensando que perdi a razão.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
À MINHA AMIGA IVONE SATO
Aqui está uma singela homenagem à amiga Ivone Sato,
administradora dos Blogs "Poemas sem Peias" e "Levitar em Brancas Nuvens"
Existem pessoas
que por onde andam
deixam um rastro de neon.
Existem pessoas
que se recusam
a soletrar a mesmice cotidiana
Existem pessoas que são faróis
a iluminar o caminho
por que passam os amigos
Existem pessoas que são felizes
porque jamais deram guarida
à infelicidade.
Existem pessoas iluminadas
que são radiações de energia positiva
derramada sobre o desânimo do mundo
Existem pessoas que nunca vimos
à nossa frente,
entretanto, são companhias valorosas,
que nos parece que as conhecemos
há muito tempo.
administradora dos Blogs "Poemas sem Peias" e "Levitar em Brancas Nuvens"
Existem pessoas
que por onde andam
deixam um rastro de neon.
Existem pessoas
que se recusam
a soletrar a mesmice cotidiana
Existem pessoas que são faróis
a iluminar o caminho
por que passam os amigos
Existem pessoas que são felizes
porque jamais deram guarida
à infelicidade.
Existem pessoas iluminadas
que são radiações de energia positiva
derramada sobre o desânimo do mundo
Existem pessoas que nunca vimos
à nossa frente,
entretanto, são companhias valorosas,
que nos parece que as conhecemos
há muito tempo.
terça-feira, 12 de maio de 2015
A IDADE, O TEMPO, A VIDA
Tenho mais de sessenta anos
mas às vezes parece que
tenho mais, muito mais;
uns cento e cinquenta talvez,
porque cultivo hábitos
obsoletos, decadentes,
como por exemplo: conduzir
chapéus sobre a cabeça,
usar gravata sobre a camisa,
andar de sapatos nos pés,
ouvir as conversas dos idosos
ainda quando era menos velho,
ler os escritores fora de moda
tipo Machado, Proust, Dostoewski,
curtir a poesia de Jorge Luis Borges,
Mario Quintana e Fernando Pessoa,
ouvir a musica de Beethoven, Handel,
Havel e seus pares...
Porque sinto saudade de uma vida que não vivi
ou quem sabe de uma existência em outro corpo...
mas às vezes parece que
tenho mais, muito mais;
uns cento e cinquenta talvez,
porque cultivo hábitos
obsoletos, decadentes,
como por exemplo: conduzir
chapéus sobre a cabeça,
usar gravata sobre a camisa,
andar de sapatos nos pés,
ouvir as conversas dos idosos
ainda quando era menos velho,
ler os escritores fora de moda
tipo Machado, Proust, Dostoewski,
curtir a poesia de Jorge Luis Borges,
Mario Quintana e Fernando Pessoa,
ouvir a musica de Beethoven, Handel,
Havel e seus pares...
Porque sinto saudade de uma vida que não vivi
ou quem sabe de uma existência em outro corpo...
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