terça-feira, 17 de agosto de 2010

Outro dia, quando caminhava
melancolicamente pelo parque,
lembrei-me do mestre Beethoven
e uma melodia divina
entrou-me pelos ouvidos
e por momentos, tudo
transformou-se à minha volta.

Era como se eu houvesse
adormecido neste mundo
e despertado no paraíso,
e aquele estado de leveza
acompanhou-me por algumas horas
daquela tarde límpida
enquanto sons maviosos
de passáros raros
anunciavam a primavera
que estava a brotar
no casulo das estações.

Então, esqueci as dores da minha alma
e as mazelas do cotidiano,
e com o pensamento dirigido para o alto
agradeci ao nosso pai
a concessão de momentos sublimes
dipostos a nós, pecadores,
mas  raramente os aurimos
porque  nos afastamos
das coisas simples da vida.

2 comentários:

  1. Dilmar,
    Grata por dividir um momento sublime comigo e com os que tiverem a oportunidade de conhecer este teu espaço.
    Abraços

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  2. Caro Dilmar, como já deve ter dado por isso, a esta altura, permiti-me viajar por este seu blog, porque faz parte de mim, gostar de conhecer melhor os blogs que me são novos, descobrir um pouco da alma de quem escreve, e qdo vale a pena, faço verdadeiras maratonas, de texto em texto.
    Você trata vários temas com o dom da palavra: bom. Mas acima de tudo, e qdo se "entra" mais na alma do poeta, descobre-se textos duma beleza ímpar, e mais que isso, uma alma que sabe apreciar a beleza da simplicidade, que "ouve" música dentro de sua cabeça. Usando a palavra da comentadora acima: Sublime.
    Por vezes a dor faz-nos viver e sentir diferente dos demais.
    Houve quem dissesse um dia, que as melhores músicas de Roberto eram da altura em que brigava com sua mulher, porque a dor gera emoções que elevam a alma a um patamar extrasensorial , e aí o poeta só tem que passar para um papel.
    Abç amigo
    Carmem

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