Depois de muito tempo
trancado dentro de casa,
procurando nos compêndios
a chave dos enigmas
que inquietam a humanidade,
lancei os olhos à rua,
através da fresta da janela,
e avistei um jumento
comendo capim,
abstraído do mundo.
Naquele instante pensei:
nas plantas que crescem
e purificam a atmosfera,
e não fazem perguntas
Nos pássaros que executam
a sinfonia da natureza
e não sabem disso
Nos regatos serenos
rolando para os rios,
desembocando nos mares,
à margem dos sistemas
filosóficos do mundo
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
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Como sempre. com boas publicações. Amei
ResponderEliminarBeijo e bom fim de semana
Muito bom. Adorei
ResponderEliminarHoje:- Perdidos num brinde silencioso.
.
Bjos
Votos de um feliz fim de semana
Pois é, Dilmar, você teve sua epifania e a transformou mum belíssimo poema, valeu!
ResponderEliminarEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarRaça em vias de extinção
ResponderEliminartodavia, viu um jumento,
comendo capim, sem ração
são as leis do parlamento?
Tenha uma boa noite e um bom fim de semana caro amigo poeta Dilmar. Um abraço.
Pois é, Dilmar, tudo tão simples e a natureza inteira não faz perguntas, apenas os humanos nunca estão satisfeitos.
ResponderEliminarMuito bom, amigo!
Um bom Carnaval! Se gostar - rsss.
Olá, Dilmar!
ResponderEliminarInteressante que no meu passeio de hoje à beira mar, meditei sobre os rios que desembocam no mar ao passar por um afluente...
Agora, encontro, em seus versos, algo pelo estilo...
Seja muito feliz e abençoado junto aos seus!
Abraços fraternos de paz e bem