domingo, 11 de julho de 2010

Quando dei por mim
estava dentro do palco
de um teatro primitivo
representando a peça vida.

Percebi naquele instante
que somos todos canastrões
dentre milhões de personagens
que passaram por aqui.

É uma obra tão antiga,
qual a idade do mundo,
no entanto se renova
toda vez que vai ao palco.

Ator e platéia se confundem
à medida que a fantasia
escapa do controle do artista
e as vezes a crítica comenta:
a vida imita a arte.

2 comentários:

  1. Muito, muito bonito o seu poema, amigo Dilmar!
    E muita vez tenho esse mesmo sentimento: a vida é uma peça, sempre...
    Grande abraço, meu amigo!!!

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  2. Dilmar,
    Mas o poeta despe as mascáras e faz da vida uma arte. Não por isso menos dolorosa, mas possível.
    Te sigo!

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