quinta-feira, 24 de junho de 2010

A CARRUAGEM

A carruagem da ilusão
conduz a humanidade
por caminhos insólitos,
vida a fora,
através do tempo.
Tempo de medidas estreitas
para uma vida inquieta
de andar incessante
pelos dias insípidos
e noites insones.
É a eterna repetição
da odisséia humana;
o medo compelindo o homem
a buscar ininterruptamente,
uma pista, um signo, uma estrela,
a chave de um porto seguro.
Por fim ao antever
o ponto de equilibrio
nas aguas do rio da vida
uma voz se faz ouvir:
é hora e embarcar
no carro da partida. 

4 comentários:

  1. Lindo, Dilmar! Lindo demais este teu jeito reflexivo de escrever... Adorei esta sua Carruagem: carruagem da ilusão.
    Alíás, não seria a prípria vida, ilusão?
    Grande abraço, meu amigo!

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  2. Adorei este poema. E penso que todos nós já andamos, ou ainda andamos na carruagem da ilusão!
    Bom mesmo é encontrar a chave de um porto seguro, e na hora de embarcar que estejamos cientes que é hora!


    Bjinhos

    Céci

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  3. Oi...
    Flutuei por aqui...
    E te deixo com...
    beijos floridos e belos...
    Leca

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  4. Dilmar,
    Eu poetizo sobre o amor, o erótico, a morte, a dor. No meu blog irá encontrar mais poesias passionais e eróticas. Mas reconheço um bela construção de uma poesia melancólica pela excelência e por identificação.
    Gosta de Fernando Pessoa?

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