sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

RADINHO DE BOLSO

À medida que dezembro desliza
pela trilha imprevisível do tempo
fico a relembrar velhas emoções
vivenciadas nos natais de outrora,
o que significa que venho de longe,
que já não cozo à primeira fervura,
que dobrei o cabo da boa esperança...

Em meio às reminiscencias dormidas
lembro-me dos natais antigos,
época escrita pela simplicidade,
quando uma bola de futebol
ou um  radinho de pilhas
fazia a gente feliz...

18 comentários:

  1. [ e assim se vai indo entre melancólicas lembranças....]

    beijo

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    1. Margoh, obrigado pela visita. Um abraço. Tenhas uma linda semana.

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  2. Amigo Dilmar, nossa, lindo isso, me lembro também, somos da mesma geração, com certeza Natal naquela época tinha muito mais emoção, pois quando se ganha tudo o que se deseja fica meio sem graça, nem sei como presentear meus netos, eles têm tudo, para que não precisem trocar, dou dinheiro e eles mesmos escolhem!
    Acho meio triste isso, não se vê mais aquele brilho nos olhinhos deles, vão abrindo os presentes e nem sequer olham e vão logo para o seguinte!
    Pois é meu amigo, o tempo passa e a saudade fica!
    Ah, quanto a "dobrar o cabo da boa esperança", nem pensar, pois ainda tens muito tempo pela frente para explorar esse mundo, eu acredito que tenho também, rsrs!
    Abraços meu amigo poeta sensível!

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    1. Amiga Ivone, obrigado pela visita e obrigado pelo carinho de sempre. Um abraço. Tenhas, sei que terás, uma linda semana.

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  3. Passando para deixar um abraço
    de bom final de semana, e quanta saudade nos trás um
    bom futebol e um radinho de pilha

    Bjuss com meu carinho de sempre


    └──●► *Rita!!

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    1. Amiga Rita, obrigado pela visita. Um abraço. Tenhas uma linda semana.

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  4. Soneto-acróstico
    Radinho

    Rapidez da eletrônica enfeitiça
    Agora é só notebuque e aifone
    Deixa-nos aturdidos fora da liça
    Imaginando-nos meio a ciclone.

    No tempo nem tão antigo assim
    Havia um certo romantismo até
    Onda hertziana não muito ruim
    Devia ser ouvida, questão de fé.

    Então must era radinho de pilha
    Portátil, perfeito e íntimo amigo
    Ilustre companheiro que brilha.

    Lá íamos felizes como eu digo
    Hoje ninguém segue essa trilha
    Assim ouve de si para consigo.

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    1. Amigo Jair, obrigado pela bela réplica, através deste soneto acróstico.
      Um abraço. Tenhas uma boa semana.

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  5. É sempre bom lembrar... outros tempos. Lindo

    Bom fim de semana.
    Beijos

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  6. Buscar água do poço,
    vai montado na ginga
    com o radinho no bolso
    em casa tem uma tarimba
    com pouco pão vive o povo
    sem trigo não há farinha.

    Não pode na ginga fazer isso,
    dobrar o cabo da boa esperança
    com a foice se ceifa o trigo
    debulhado se pesa na balança!

    Tanta imaginação não lhe falta,
    para com inspiração poemas escrever
    no cabo da boa esperança o Navio Pátria
    as ondas gigantes o faziam estremecer!

    Boa noite e um bom dia de domingo,
    amigo Dilmar, um abraço.

    Eduardo.

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  7. Disse tudo!!!!
    Adorei, Dilmar...bola e radinho de pilha.
    Um grande abraço,
    Sandra Mayworm

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  8. Amigo Dilmar, agora nem uma televisão 50 polegadas, nem Tablets ou o top dos celulares deixam as pessoas mais felizes. Todas munidas, nos restaurantes, nos passeios, na casa dos outros. Onde há um celular ou Tablet, a solidão está presente. Estão juntas e solitárias. Pode? Também tenho saudades de outros tempos. Do radinho de pilha...
    Grande abraço. Boa semana.

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  9. Boa tarde Dilmar.
    Doces lembranças, meus natais passando foram a maioria com belas lembranças para recordar, nada será como antes quando tínhamos a nossa família completa. Os anos vão passando e a cada ano um a menos, enfim devemos sempre lembrar o verdadeiro motivo do natal nascimento de Jesus. É meu amigo como as suas mudaram, mas confesso tem um radio que dele não me separo rsrs.
    Uma linda semana.
    Beijos.

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  10. Querido Dilmar.
    Queria dizer como as coisas mudaram, digitei errado, me desculpe.
    Beijos.

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  11. Este comentário foi removido pelo autor.

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  12. Oi Dilmar, tudo bem?
    Como sempre escrevendo coisa que levam a reflexão, gostei muito, parabéns!!!
    Radinho de pilhas? Pra muitos seria uma ofensa !!
    Nunca gostei de Natal, mas confesso que em outras épocas que havia um consumismo quase 0 , era bem melhor!!! Hoje em dia está demais o materialismo em volta do Natal!!! Só acabo me envolvo,por conta de umas crianças da minha família e do Natal dos Correios que participo todo ano...pra criança fica muito chato nessa época não receber nada, principalmente as necessitadas!! Mas se não fosse por isso, eu nem ligava, pra mim é um dia como outro qualquer, afinal não é aniversário de Jesus mesmo, aniversário ele faz todo dia na nossa vida.
    Um abração pra vc

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  13. Me lembro da alegria que senti ao ganhar de presente uma corda de pular, daquelas com madeirinha nas extremidades. Deu saudades agora.

    Beijos querido Gilmar

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  14. Pois recordar é viver outra vez meu amigo.
    E que boas lembranças trazemos de antigamente quando pequenos presentes tinham um outro valor, não é? Hoje em dia haja dinheiro para se comprar, virou tudo em comércio.
    Abraços meu amigo e até mais!!

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