Era uma tarde de agosto e rolava
um vento macio ao encontro
da minha pele hibernada,
e eu era outra vez um neófito
catando lembranças na relva.
Era uma tarde calma e amena
dessas que a gente esquece
do ruido que vem da rua,
quando o silêncio da alma
nos leva lá para o oriente.
Era uma tarde de azul celeste
tipo aquelas que guardamos
no rol das boas lembranças
e as coisas esquecidas voltam
como se a gente fosse criança
Era uma linda tarde dourada
daquelas que a gente esquece
que o mal ainda existe,
porque o mundo pode ser bom,
e só depende de nós, seres errantes.
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
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Oi, amigo Dilmar,
ResponderEliminarO problema é que o mundo pode melhorar bastante, mas depende da sanidade de 7 bilhões de inquilinos e que a cada ano a estimativa é aumentar 77 milhões/ano de novos invasores! Portanto as chances de um mundo como gostaríamos são pequenas...rs
Gostei muito do começo de cada verso: 'Era uma tarde...' essa repetição dá muita força, além de ficar ótimo! Adorei.
(...) 'Era uma linda tarde dourada
daquelas que a gente esquece
que o mal ainda existe',
Abraço invernoso - domingo vai esfriar muito por aqui!
Cara amiga Tais, obrigado pelo carinho. Pois é, o inverno volta domingo, mas nada a fazer, pois está dentro do script. Um abração. Tenhas um lindo fim de semana.
EliminarPoema lindo e ternurento, me encantei lendo Dilmar...lindíssima inspiração, parabéns!!! abraços, ania..
ResponderEliminarAnia amiga, obrigado por vosso carinho. Um abração. Tenhas um lindo fim de semana.
EliminarComo já disse a querida Tais, só depende de nós, e aí é que está o problema, nem todo mundo reflete uma possibilidade de mudança dentro de si, mas o poema, o poema é lindo meu bom amigo Dilmar.
ResponderEliminarps. Carinho respeito e abraço.
Caro amigo Jair Machado, obrigado por vossas palavras amigas e carinhosas. Um abração. Tenhas um ótimo fim de semanaç
EliminarBoa tarde
ResponderEliminarMaravilhoso, este poema.
Beijos e um dia feliz
Coisas de Uma Vida 172
A minha tarde
ResponderEliminarEra uma tarde aquecida apenas
Restos dos dias gelados, talvez
Aliás soprada de brisas serenas.
Utópica, calma na sua pequenês
Mas, com perspectivas amenas
Agora ocupando seu lugar e vez.
Também pintada de azul celeste
Assim fluindo sem preocupação
Resiste o sol que se põe a oeste
Deixando albores de seu clarão
Então, de escuridão total se veste.
Pois é, amigo Dilmar, essas tardes, com o sol caminhando para o poente, dando-nos o presente do vento, pode dar-nos a calma que precisamos para nossas batalhas diárias. O segredo está no olhar.
ResponderEliminarBom final de semana.
Um abraço.