Hoje passei por uma rua
por onde não andava
há uns quarenta anos.
Mas ao cruzar por ali
não tive olhos
para as coisas do tempo
Quem sabe,
o espírito do pretérito,
protegido da curiosidade,
jogou névoa na memória
do caminhante apressado.
Autômato e bucéfalo,
sob o overdose do presente,
já não lembro do ontem.
É provável que muita coisa
haja alterado neste interregno.
Porém o que conjecturo
é que se houve mudança,
quem mudou, de fato:
eu ou a rua?
quinta-feira, 6 de abril de 2017
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Rua interior de cada um
ResponderEliminarAli, estática, a mesma essência, a rua
Recordações são sonhos e não fatos
Uma mente humana, seletiva atua
Alterando as coisas e seus formatos.
Cara amigo poeta Jair, obrigado pela visita poética. Um abraço. Tenhas um ótimo fim de semana.
EliminarMuito bonito! Adorei
ResponderEliminarBeijinhos
Cara amiga Cidália, obrigado pela visita de além-mar. Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas um lindo fim de semana.
EliminarGostei muito do que escreveu...As Ruas, os locais por onde andamos mudam, mas também mudamos através do passar do tempo. Creio que do passado o importante é a experiência adquirida para se viver um presente cada vez melhor.
ResponderEliminarUm abraço.
Élys.
Perfeito, meu caro amigo Élys. Obrigado pela visita. Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas um belo fim de semana.
EliminarAmigo Dilmar, muito bom texto/poema, passado e presente, ambos dão de cara com a gente e vemos que também mudamos, tudo muda, acho que só não muda a nossa essência, esta eu acredito que seja eterna!
ResponderEliminarLendo aqui me fez lembrar que, um dia eu caminhando a pé na rua onde tinha a casa em que nasci e cresci, hoje ela está diferente, as da vizinhança também, não são mais os mesmos moradores já faz meio século, aí meu amigo, chorei, chorei e nem me importei que me vissem chorando, cheguei em casa com os olhos vermelhos, mas foi bom, muito bom isso, faz uns três anos isso, não mais passei a pé naquela rua, nem de carro passo por lá para não ter nova recaída!
Abraços apertados!
Cara amiga Ivone, obrigado pelo comentário. A casa onde nasci já existe, aliás, não lembro de mim ali, porque quando minha família mudou para outra casa eu devia ter um ano. Essa outra também já não existe, mas reverencio, de memória, o local como um lugar sagrado.
EliminarUm abração. Tenhas, sei que terás, um lindo fim de semana.
Pode ter mudado a rua,
ResponderEliminare você ter mudado também
se puder pergunte à lua
sabe quantos anos tem!
Há coisas que se mudam,
outras não se conseguem mudar
umas mais do que outras abundam
algumas não se conseguem encontrar?
Tenha uma boa noite caro amigo poeta Dilmar, um abraço,
Eduardo.
Perfeito meu caro amigo poeta Eduardo, tantas a gente gostaria de mudar, mas fogem da nossa alçada, né mesmo!
EliminarObrigado pela visita. Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas um ótimo fim de semana.
Ah, que poema filosoficamente poético!!!
ResponderEliminarA rua atua sobre nós ou atuamos pelas ruas, ou autuamos? Às vezes, atuamos...
Beijos =)
Obrigado, cara amiga Nadine. Um abração. Tenhas um belo fim de semana.
EliminarMuito bonito, Dilmar! Mudam as coisas, mudamos nós! Ou mudamos nós, mudam-se as coisas? Qual primeira exerce a mudança, a galinha ou os ovos? Gostei imensamente e lendo o comentário da querida Ivone, passei a mesma coisa: minha casa, minha rua de criança e jovem já não eram as mesmas! Triste isso, perdemos a referência da nossa infância e adolescência. Tudo muda, é, e talvez simultaneamente. Mas a saudade, a vontade de encontrar minha casa, não mudou em mim. Virou nostalgia e tristeza.
ResponderEliminarAbraços, meu amigo!
Cara amiga Tais, obrigado pelo comentário. Acho que todos nós, sobretudo, quando já estamos comendo a segunda metade do bolo, nos deparamos com a nostalgia, com a necessidade de encontrar as coisas que alicerçaram nossa infância, mas como o resgate do paraíso perdido só é viável na imaginação, surge a angústia.
EliminarUm abração. Tenhas um lindo fim de semana.
Ah meu amigo
ResponderEliminarA seu modo essa mudança foi recíproca!
O tempo caminha de um jeito na vida
e na gente da maneira mais necessária.
Como creio que nada acontece por acaso
assim tudo se encaminha ao seu modo.
As coisas mudam, as pessoas mudam , as lembranças se camuflam ou para não doer tanto, ou para dar lugar a algo que precise mais
no entanto a nostalgia do que foi bom permanece.
E permanece mesmo com o passar do tempo.
Bom dia meu amigo Dilmar.
Desculpe a demora
mas o mestrado e o trabalho
estão me atarefando um pouco.😊
Bom domingo de ramos🙏🏻
Obrigado cara amiga. Realmente, somos reféns da saudade. Obrigado pelo comentário.Um abraço daqui do sul. Tenhas uma linda semana.
EliminarOlá Dilmar!
ResponderEliminarUm prazer enorme voltar ao teu espaço depois de algum tempo ausente.
Que post lindo! Um texto que me remete a um passado distante e feliz.
Na vida tudo passa, e com o decorrer dos anos as mudanças são inevitáveis.
As boas recordações permanecem, porém, lembrar desse tempo que passou me traz nostalgia,
as doces lembranças da infância me sufocam de emoções e de saudade.
Realmente, não é fácil, meu amigo.
Uma noite abençoada e tranquila pra ti !
Grande abraço.
Cara amiga Ilca, que bom ter vossa visita aqui neste espaço. Obrigado pelo carinho. Um abração. Tenhas uma linda semana.
EliminarAlém desse questionamento, penso em outro, será que quando vc passava nessa rua, a observava realmente, ou apenas passava apressadamente. Muita paz!
ResponderEliminarPerfeito, cara amiga. Acho que considerei mais importante o fato de passar novamente pela rua e faltou perspicácia para observá-la melhor. Acho que fiquei mais empolgado e menos atento.
ResponderEliminarObrigado pela visita. Um abraço. Tenhas uma semana abençoada.