sexta-feira, 25 de agosto de 2017

O DOUTOR, A MOÇA E O BOBO


Quem já não fez besteira
algum dia, na juventude?
Eu me lembro de várias,
mas por vezes  me constrange
a autoria daquelas pixotadas...

Relato aqui um evento ocorrido
 na saudosa década de sessenta,
nas tardes de abril daquele ano
em que os gringos  foram à Lua.

Eu seguia um cara, no centro da cidade,
de segunda à sexta-feira,
por volta da quinze horas,
para saborear o aroma do tabaco
que o cidadão queimava no cachimbo.

Um dia, surpreendido por um amigo
abrigado da chuva na marquise da Casa Massom,
eu, boquiaberto, não tive resposta:
por que todas as tardes daquela semana
eu caminhava atrás da menina morena
desde a Rua Uruguai até até a Galeria Malcon.

Pois eu absorto com o cheiro
do tabaco holandês não percebera
que o distinto senhor engravatado,
seguia platonicamente,á curta distância,
uma bela menina de minissaia

18 comentários:

  1. Poema adorável! Obrigada pela partilha.
    Beijo
    Bom fim de semana


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    1. Cara Cidália, obrigado pela visita de além-mar. Um abraço daqui o sul o Brasil. Tenhas uma boa semana.

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  2. Muito bom. Cheiro de taboca inglês e mini saia era uma mixagem que nenhum rapaz dos anos sessenta resistia. Parabéns pelo poema!

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    1. Quis dizer "tabaco", desculpe minha falha!

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    2. Obrigado, meu caro amigo poeta Jair. Um abração. Tenhas uma ótima semana.

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  3. Outros tempos, outras aventuras, que geram hoje belas e salutares recordações
    .
    Deixo cumprimentos poéticos.

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    1. Realmente, meu caro Ricardo, outros tempos...
      Obrigado pela visita. Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas uma ótima semana.

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  4. Olá Dilmar


    Desculpe a ausência... Tive um problema com os blogs que eu seguia, sumiram todos, por isso estou seguindo novamente.

    Beijos
    Ani

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    1. Obrigado, Ana. Importante que você está aqui novamente. Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas uma linda semana.

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  5. Os gringos foram à Lua,
    isso foi nos anos sessenta
    Dilmar, seguia pela rua
    atrás duma moça morena!

    Será que com ela falou,
    e nela viu o que queria ver
    se o perfume dela exalou
    consigo, ainda, o deve ter?

    Tenha uma boa tarde caro amigo poeta Dilmar, um abraço,
    Eduardo.

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    1. Caro amigo poeta Eduardo, obrigado pela visita de além-mar. Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas uma ótima semana.

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  6. Dilmar, obrigado pela visita. Bom recordar, uma viagem no passado.
    Abraço

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    1. Obrigado, meu caro J. Araujo. Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas uma ótima semana.

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  7. rss, Gostei!! Recordações da adolescência fazem bem para nosso espírito e também dá belos poemas! Voltar um pouquinho no tempo...como é bom! Ainda mais agora que vivemos meio conturbados...rs
    Abraços, uma ótima semana.

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    1. Realmente, cara amiga Tais, voltar no tempo é muito bom! Um abraço. Tenhas uma linda semana.

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  8. Meu querido Dilmar, gosto de teus escritos, estas crônicas por vezes dentro de um poema, e este me lembra quase um cordel, uma enredo, personagens, dinâmica e deveras engraçado quando chegamos ao final...memórias, nossos tesouros que ainda conseguimos guardar.
    ps. Carinho respeito e abraço.

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  9. Obrigado meu caro amigo Jair. Um abração. Tenhas uma boa semana.

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  10. Boa tarde, amigo Dilmar, é interessante ler aqui. Então você seguia quem estava seguindo ?????? As reminiscências da vida , às vezes nos trazem boa risadas, o que é bom, pois nos fazem bem.Quem é que não tem algo semelhante para relembrar e registrar aqui.Muito bom. Abraço!

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