Outro dia, em meio a um papo, com
componentes da minha faixa etária,
um garotinho entrou, perguntando:
de que mundo vocês vêm?
Boaquiabertos, nos entreolhamos,
sem atinar nenhuma resposta.
Quando, por fim, nos recobramos
o menino já andava longe
porque falávamos de coisas
estúpidas aos ouvidos juvenis,
ferramentas agora descartáveis
que alicerçaram nossa formação.
A velocidade febril transformadora
das tralhas tecnológica das últimas décadas
dão psicologicamente aos anos 50, 60 e 70
uma conotação arcaica e inútil...
sexta-feira, 8 de abril de 2016
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Eu ainda brinquei de boneca, lia montes de gibis, confessava pro padre pecados que nem eram pecados, e ainda tive a experiência de namorar, noivar e casar - coisas que não existem mais. Os tempos passaram e lembro que a primeira vez que vi alguém falando no celular na rua, gritando sozinho, cheguei em casa e falei que vi um louco, completamente desatinado!! rsss
ResponderEliminarTínhamos tralhas, aos olhos das crianças de hoje, mas nossos valores eram outros! Mas o bom é que pegamos os dois mundos. E nos viramos muito bem!! E, contudo, 'aprendemos' a escrever...
Abraços, amigo Dilmar! Sempre trazendo assuntos ótimos.
Sempre com bons textos!
ResponderEliminarBeijos
Bom fim de semana.
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/
Soneto-acróstico
ResponderEliminarAo novo
Ontem, tempo ingênuo sem malícia quase
Nós adotávamos uma linguagem diferente
Dizíamos lingüiça com trema e havia crase
Então a internet bagunçou a vida da gente.
Falávamos de telefone fixo ou de orelhão
Ontem talvez a gente era feliz e não sabia
Recordar não adianta esta vida é evolução
Assim, o jovem de agora tem outra mania.
Mas chorar esse leite derramado, adianta?
Por que não seguir em frente sem pensar?
Apenas sabendo que a novidade é tanta?
Retroagir não é possível a outro patamar
Assim curvemos ao valor que se levanta
Respeitemos os limites para não chatear.
?
Amigo Dilmar, nossa, estou rindo aqui lembrando do tamanho do primeiro celular que o meu marido comprou, só ele tinha,rsrs, parecia um tijolo.
ResponderEliminarEu não gosto de celular, uso só em caso de necessidade, pois amo lembrar do tempo em que se vivia, é, acho que vivíamos de verdade, hoje não, as crianças "andam de cabeça baixa o tempo todo",só de olhos na telinha,não conversam entre elas,são espertas, astutas até demais!
Bem como perguntas, "aonde foram parar nossas coisas?", ainda veremos muitas coisas que desafiarão nossas mentes, é preciso, não tem mais volta.
Li o comentário da Taís e me lembrei de mim mesma, também brinquei muito com bonecas, lia gibis e contos de fadas, acho que éramos mais felizes, mas as crianças de hoje estranham e acham que somos de outro mundo, rsrs ,mas é bom, a mim perece até que somos de outra reencarnação nessa mesma, dá até para fazer essa analogia.
Amei ler aqui, sempre nos instiga a fazer comentário longo, rsrs!
Abraços meu amigo, tenhas um lindo fim de semana!
Olá, Dilmar.
ResponderEliminarA juventude corre a galope, mas nem sabe muito bem para onde. Vai seguindo o trotear alheio que estampa sorrisos de foto, fingindo alegria, sem saber o que isso é, distribuindo "likes" sem saber de que é que gosta, porque não há tempo para ver detalhes, tantas são as informações a entrar em sua vida anunciadas por um tremer surdo em sua mão viciada em estar presente, em dizer que está e saber quem está, também. Tudo vivido à velocidade da informação, que é mais rápida que a luz.
Essa juventude não entende o que é uma conversa serena, longe de toques e vibrações electrónicas.
Abç amg
Boa tarde Dilmar.
ResponderEliminarOs tempos mudam, os meninos de hoje ficam mais ligados nas tecnologia rsrs, imagine que pergunta ? Vim lhe dizer que deixei um premio Dardos para você no meu blog. Enorme abraço.
Muito boa, Dilmar. Fiquei imaginando a cara de vocês, com aquele espanto do guri: “De onde vocês vêm?”
ResponderEliminarUma boa semana.
Um abraço.