Gosto das cidades pequenas
com casas brancas pitadas
das ruas limpas, singelas,
com flores nas calçadas
Gosto das cidades tímidas
com suas alamedas e ruelas
das pessoas ao fim da tarde
olhando o mundo pela janela
Gosto das cidades distantes
da esperteza de toda a parte
onde ainda reina a cortesia
e a amizade é moeda de troca
Gosto das cidades simples
onde quase nada acontece
talvez eu ainda viva assim
talvez em outra existência.
quarta-feira, 4 de maio de 2016
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Esse sempre foi meu sonho, uma cidade pequena, com muitas flores nas calçadas e janelas, povo que dá um bom dia - mesmo sem conhecer, cidade sem violência, limpa, amigável onde pudesse passear com meus sonhos. Citaria Canela ou Gramado - na Serra Gaúcha. Naturalmente tem outras.
ResponderEliminarGostei demais desse seu poema, ainda mais nessa época onde há uma carência de paz e de solidariedade, visível em todos nós.
Abraços, meu amigo.
Eis o sonho de muita gente, cara amiga Tais. Realmente Gramado, Canela e algumas cidades européias, as quais vi pelo cinema e através de programas de tv, acho que são lugares ideais para se levar uma existência de paz. Obrigado por vosso comentário. Tenhas uma linda quarta-feira.
ResponderEliminarEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarNessa cidade dos sonhos,
ResponderEliminartanto à tristeza ela resiste
de felicidade nos dias risonhos
quem nela habita não vive triste?
Tenha uma boa tarde, amigo Dilmar, um abraço,
Eduardo.
Adorava viver em cidades assim.
ResponderEliminarMaravilhoso poema
Um abraço
Maria
Soneto-acróstico
ResponderEliminarÀ cidade dos sonhos
Aquele bucolismo saudável um tanto
Como a dizer-nos que somos pessoas
Indiferente ao mundo em seu encanto
Difunde a paz e a existência tece loas.
A cidade pequena onde a utopia mora
Distante das espertezas de toda parte
Em que toda inocência não vai embora
Porque de pureza e virtude é baluarte.
Enquando por todo lado há convulsão
Quase que cidade pequena nada abala
Uma vez que à desavenças ela diz não.
E em grandes centros ladrão mete bala
Na cidadezinha, isso se vê na televisão
Ainda toda família aconchegada na sala.
Meu amigo Dilmar, lindo poder viver em cidades assim, mas eu acho que é só para quem já nasceu e cresceu em cidades pequenas.
ResponderEliminarMinha filha me critica o tempo todo por eu não querer sair da minha casa, minha cidade, Capital da minha São Paulo, ela diz que vai sair daqui, meu filho já foi embora, rsrs, mas eu não consigo, amo muito minha casa, raiz fincada, uma vida inteira que me faz só sair para passear e conhecer esses belos lugares que nos mostra nesse belo poema!
Quem sabe ainda possa sonhar em morar em lugares onde a vida é serenidade, mas será que há?!
Abraços apertados!
Oi, Dilmar!
ResponderEliminarLinda demais sua poesia!
Brinco sempre que, "o interior mora em mim", pois sou enraizada na singeleza dos lugarejos.
Beijo carinhoso!
Meu querido amigo Dilmar, após viver um bom tempo em nossa capital, optei por retornar ao interior, moro hoje numa cidadezinha simpática, interiorana com todos os seus defeitos e todas as virtudes, como esta paz que deixas transparecer neste belo poema.
ResponderEliminarps. Carinho respeito e abraço.
Buscamos sempre a tranquilidade.
ResponderEliminarBeijos!!