sexta-feira, 17 de junho de 2016

E DE REPENTE...

A humanidade sonhou
com o futuro, montado
num   cavalo    digital.
Esperou para embarcar
no tapete magico, voar
pelo  espaço   dourado,
sem tirar  pés  e  mãos
da aldeia globalizada,
Ai veio uma carroça
composta de  válvulas
de   chips,   de   bits
e perfurava cartões
e acumulava dados
em rolos, em fitas,
em disketes, hds...
De repente tio Bill
olhou  o ambiente
e arejou tudo....
Não havia necessidade
de conhecer  muito
era só abrir janelas....
Num passe de mágica,
mister Jobs  enfiou
o computador no celular
e ai a vida virou um circo
sem pão, sem vinho, mas
com mãos nervosas...
que  nunca  cansam,
se agitam desesperadas,
o tempo inteiro, talvez
por medo de que os dedos
morram amanhã...









13 comentários:

  1. Sim, Dilmar fez o resumo
    Da nossa atual história
    Mas o caos eu presumo:
    Se deletar-mos memória.

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    1. Carto amigo poeta Jair, obrigado pela visita. Um abraço. Tenhas uma ótima semana.

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    2. Carto amigo poeta Jair, obrigado pela visita. Um abraço. Tenhas uma ótima semana.

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  2. As vezes me pergunto se todas essas descobertas realmente fazem bem a humanidade, ja vi pessoas serem atropeladas por causa de atravessar uma rua olhando o celular, outras causando acidentes, por atender o celular, casamentos se acabando por causa de computadores, na realidade acho que é muita informação e o povo não está acostumado a saber separar sua vida da vida digital, belo poema, parabéns...

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    1. Obrigado pela visita, amiga Anp. Necessário usar as ferramentas atuais com sabedoria; sem exageros e sem excessos. Um abraço. Tenhas uma linda semana.

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  3. Amigo Dilmar: confesso que fico neurótica quando vejo alguém dedilhando a Internet através do celular e nos lugares onde menos se espera: hospitais, restaurantes, laboratórios, elevadores, consultórios. E para entrar em rede social. Penso que perdemos muito. Eu não conseguiria ver alguma coisa da televisão baixando o aplicativo num Smarth. Naquela telinha? E ouvir música na rua? Pra quê? Estamos criando um mundo à parte, dos solitários! Mas acho que a coisa só vai, cada vez mais assim... Por certo, quando não estivermos mais vivos, o que inventarão deixará essa época de agora completamente fora de moda.
    Ótimo poema, criatividade sobrando.
    Abraços, meu amigo! Será que sobreviveremos ao inverno? kk

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    1. Cara amiga Tais explanaste todo meu pensamento em relação aos equipamentos modernos, que são maravilhosos, se usados com sabedoria, entretanto, do jeito que está virou palhaçada. Obrigado pela visita. Um abração. Tenhas uma linda semana.

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  4. Lindo! se tudo fosse assim.
    Adorei o texto, meu amigo

    Tenha um excelente Sábado.
    Beijo
    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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    1. Amiga Cidália, obrigado pela visita de além-mar. Um abração daqui do sul do Brasil. Tenhas uma linda semana.

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  5. Dilmar, essa frase é sensacional:
    talvez
    por medo de que os dedos
    morram amanhã...


    Um abraço

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    1. Amigo. obrigado pela visita. Pois é, meu caro, parece que agora o cérebro está na ponta dos dedos.
      Um abraço. Tenhas uma boa semana.

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  6. Dilmar: realmente essa urgência de viver tudo ao mesmo tempo...traz uma grande incerteza por uma amanhã pleno.

    abraços carinhosos meus.

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    1. Perfeito, amiga Lia, obrigado pela visita. Um abraço. Tenhas uma linda semana.

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