Pensando naquele sucesso
do cantor Belchior,
dos anos setenta,
que dizia, no meio da música:
" Não me peça que lhe faça
uma canção como se deve,
limpa, suave, muito leve",
sou tentando à paráfrase
e digo que acho difícil
escrever uma linha arejada,
um verso suave,
um poema limpo
imune à pestilencia
que paira ao entorno
Está difícil respirar
o ar denso, poluído,
contaminado,
corrompido...
Ele dizia,
eu sou um rapaz latino-americano,
sem dinheiro no banco.....
Poderia dizer agora,
sou um sobrevivente
de um país desmoralizado
que sucumbiu ao comando
da caterva dos larápios...
sexta-feira, 24 de junho de 2016
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Boa noite Dilmar.
ResponderEliminarPoderia dizer agora, sou um sobrevivente, de um país desmoralizado
que sucumbiu ao comando, da caterva dos larápios... Uma pura verdade infelizmente. Um feliz final de semana para vocês. Enorme abraço.
Cara amiga Mirtes, obrigado pela visita. Um abração daqui do sul do Brasil. Tenhas uma linda semana.
EliminarLembro-me, dessa canção do Belchior* As vezes as palavras leves e suaves nos dias atuais está tão difícil né! Obrigado poeta pela passagem lá no blog e ter deixado seu precioso comentário!
ResponderEliminarAbraço
Caro amigo J Araujo, obrigado pela visita. Um abração daqui do sul do Brasil. Tenhas uma ótima semana.
EliminarDilmar, deixo Cazuza:
ResponderEliminarNão me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer
Não me ofereceram
Nem um cigarro
Fiquei na porta estacionando os carros
Não me elegeram
Chefe de nada
O meu cartão de crédito é uma navalha
Brasil
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim
Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer
Não me sortearam
A garota do Fantástico
Não me subornaram
Será que é o meu fim?
Ver TV a cores
Na taba de um índio
Programada pra só dizer "sim, sim"
Brasil
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim
Grande pátria desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
(Não vou te trair)
Um abraço
Muito bem...Gostei de ler.
ResponderEliminarBeijos e um resto de um bom Domingo
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/
O último verso não poderia retratar melhor essa bagunça preparada e programada, atirada na cara dos brasileiros pelos corruptos que acabaram com o país. E isso não vai se erguer tão cedo. Se alastrou por todos os cantos do país. Tá difícil, amigo Dilmar. Mas estão aparecendo...
ResponderEliminarAbraço, amigo!
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarAqui, mandamos nós no Pindorama
ResponderEliminarCada brasileiro é um reles batráquio
Adora o eleitor fazer maldoso drama
Tem repúdio, diz, a qualquer larápio.
Então surrupiamos o povo à socapa
Resta a eles chorarem as pitangas
Vivemos de roubo, nada nos escapa
Assim neles lhes colocamos cangas.