O poeta disse que
havia uma pedra
no meio do caminho,
mas prosseguimos
de mãos dadas
e cantemos
o tempo presente,
mas a festa acabou
e o riso não veio
e agora Josè?
Mas o poeta
contornou as pedras
aparou as arestas
e quando escureceu
acendeu uma vela
e quando fecharam a rua
foi pelo atalho...
Mas a lide é dura,
existência é curta,
e o tempo não pára
e o poeta fez-se de morto...
Mas você não morre,
você é duro,
se perpetua na nossa memória
Você ausente/presente
ri dos nossos versos
zomba dos nossos medos...
Ah, poeta, tu disseste
o mundo é grande,
o mar é grande,
o amor é grande...
e se teu nome fosse Raimundo...
Não foi necessário,
tu tinhas a solução,
a rima, tanta coisa
tu eras completo,
enfim, um poeta
grande, grande, grande...
Mas a pedra está
no meio do caminho.
Ela é renitente,
ela é surda,
ela é doida,
ela rouba,
ela mente,
ela corrompe...
E agora, Drummond?
es
quarta-feira, 29 de junho de 2016
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Soneto-acróstico
ResponderEliminarCDA
Calem-se os poetas, aedos e vates
Aqui se fazem presentes Alterosas
Rimas, ideias, versos, bom combate
Lá de Itabirito em verso e até prosa.
Ontem havia uma pedra no caminho
Somente um simples e vulgar calhau
Drummond não faz verso comezinho
Reluz em ouro seu versejar especial.
Um dia chamou-lhe o destino porém
Morreu e foi para onde os poetas vão
Mais não disse ao mundo, a ninguém.
Outra vida seria sem sua contribuição
Nos anais do lirismo agora está sem
Drummond, vate que vale um milhão.
k é mesmo é agora?
ResponderEliminarMuitas pedras no caminho.
Boa continuação de semana.
k é mesmo é agora?
ResponderEliminarMuitas pedras no caminho.
Boa continuação de semana.
kkk gostei ficou ótimo mesmo
ResponderEliminarcom as pedras que tem pelo caminho
o que sempre dizemos e agora Jose ou Raimundo
Adorei vc é genial
Abraços com carinho!
└──●► *Rita!!
Bom dia amigo Dilmar, muito boa colocação em seus versos, e sempre diremos como o poeta"...e agora José?..." mas sabemos que de nada adianta, sempre entrarão em nossos jardins,"...zombarão dos nossos medos..." e "não faremos nada"!!!
ResponderEliminarAmei ler aqui, deixo abraços apertados!
E agora Dilmar? E agora?
ResponderEliminarMuito bom esse seu texto. Muito bom mesmo!
abraço
Muito boa essa mescla, essa 'dobradinha' com Drummond! Criativa, dentro de tantas verdades interrogadas, duvidosas... E agora? Onde colocar todas as pedras do nossos caminhos, e principalmente aquelas coloridas de verde e amarelo? Onde colocá-las para que sucumbam para sempre?
ResponderEliminarGrande abraço, amigo Dilmar.
A vida chega em
ResponderEliminarsilêncio:
desenovela
reflexos,
interroga a
esfinge
que responde ou
nega...
abç
Olá, Dilmar Gomes, bom da !
ResponderEliminarNem as "pedras no caminho", mostradas pelo
Grande Poeta, Drummond, conseguiram impedir a
tua jornada poética. Parabéns, Amigo, um
fraterno abraço e feliz final de semana !
Sinval.