segunda-feira, 1 de setembro de 2014

CUIDADO COM A PALAVRA

O brasileiro médio sempre gostou do palavrão
mas acho que no período da última ditadura
foi que a prática virou cartão de visita.
Era a válvula de escape da panela de pressão.

Na época em que quase tudo era proibido
e o "proibido proibir" aqui não dava pé,
o cidadão comum entre o medo e a raíva
sujava o verbo, na medida do permitido.

Fim da ditadura, fez-se o inventário,
caíram vários vícios ultrapassados,
mas a boca suja prevalece até agora.
Daqui a pouco o palavrão  entra no dicionário.



23 comentários:

  1. Boa tarde desde Portugal

    Em Portugal também se usa muito o palavrão...faz parte da génese humana

    Muito bem descrito em rimas feito quadras.

    Deixo cumprimentos
    .....................................
    http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/

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    1. Amigo Ricardo, obrigado pelo comentário.
      Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas uma boa tarde e também uma excelente semana.

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  2. Viva o palavrão

    Pois é, de desabafo chega um dia
    Mente cheia de porque e de senão
    Porquanto não basta só algaravia
    Tem-se que cuspir sonoro palavrão.

    Ainda bem que o vernáculo permite
    Abertura dessa panela de pressão
    Porque nossa paciência tem limite
    Sob o risco de destrutiva explosão.

    Resulta que escatológico glossário
    Está no idioma pátrio incorporado
    De modo a acharmos no dicionário.

    Por que só termo bem comportado
    Se há um mundo chulo bem vário,
    Que permite um falar desafogado?

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    1. Amigo poeta Jair, obrigado pela réplica excelente, aliás, como sempre, de alto nível.
      Um abraço. Tenhas uma ótima semana.

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  3. Amigo Dilmar, os palavrões estão por toda parte: no trânsito, na tevê, nas ruas, na boca do povo.Ultimamente tenho visto e ouvido palavrões até em novelas.
    As vezes soltamos um palavrãozinho aqui ou ali na hora da raiva, porém, na minha opinião não devem ser usados com muita frequencia, pois em excesso faz de nós (principalmente nós mulheres) pessoas vulgares, desbocadas etc... Há de se ter atenção nessa horas hehehe. Bjos, uma excelente semana

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    1. Amiga Josy, obrigado pelo comentário. Um abraço. Tenhas um lindo dia.

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  4. Dilmar, fiquei pensando se a prática dos palavrões tem a ver com a ditadura e lembrando que até em filmes norte americanos aparecem palavrões. Muita paz!

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    1. Amiga Denise, obrigado pela visita. Um abraço. Tenhas um dia abençoado.

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  5. Palavrões aqui por Portugal também há imensos.Amigo vivo num 2º. andar de
    um prédio que tem no rés-do-chão um café e a Câmara Municipal resolveu
    colocar no passeio junto a uma montra do café um banco.O amigo acredita que
    alguns vêm de madrugada para apanhar lugar no banco e por ali estão todos os
    dias...Pois eu, muitas vezes estão ao computador, e estou a ouvir todo o tipo
    de ordinarices que eles se lembram de dizer...e estou na m/casa.
    Desejo que esteja bem.
    Bj.
    Irene Alves


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    1. Amiga Irene, obrigado pelo comentário. Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas uma boa tarde.

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  6. Oi Dilmar querido


    Não sou muito adepta dos palavrões, na realidade as vezes fico com vergonha quando escuto alguns...rs

    Beijos
    Ani

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    1. Amiga Ani, obrigado pela visita. Um abraço. Tenhas um lindo dia.

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  7. Você tem razão, Dilmar, está quase a fazer parte do vocabulário. Por todos os lugares onde passamos ouvimos alguém pronunciar um deles. E não são necessários! Abraço.

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    1. Amiga Marilene, obrigado pela visita. Um abraço. Tenhas um ótimo dia.

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  8. Boa tarde Dilmar.
    Em primeiro lugar obrigada pelo carinho, palavras no meu ponto de vista, são como as suas que edifica, proporciona bem estar, seja pronunciadas ou escritas. Palavões não são forma de colocar para fora estresse, sim falta de educação. Não as uso e criei a minha filha sem as pronunciar, virou normal para muitos, mas não para mim.
    Um feliz semana.
    Abraços.

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    1. Obrigado a você, amiga Mirtes. Um abração. Tenhas uma boa tarde.

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  9. Realmente nada a ver se expressar com palavrão em certos momentos dificeis, até mesmo porque eles sempre existirão, mas a forma como vc administra isto é que tem que ser o diferencial.
    Boa semana!
    Vibrações de paz!

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    1. Teresa, em primeiro lugar, obrigado por seguir este modesto espaço. Obrigado pelo comentário. Um abração. Tenhas uma linda tarde.

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  10. Muitos palavrões, hoje em dia, viraram gírias. Mas existem muitos por aí 'cabeludos,' que nos constragem e nos envergonham. Nosso país, por exemplo, aplica demais esses palavrões como se fossem naturais. Sua crítica procede, Dilmar.
    Uma boa semana pra você e uma noite abençoada!!!!

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    1. Pois é amiga Sandra, parece que quem não utiliza o palavrão aqui no Brasil virou sinônimo de careta.
      Obrigado pela visita. Um abraço. Tenhas uma linda tarde.

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  11. Olá Dilma, sua postagem é muito interessante.
    Na minha casa nunca foi nos permitido o uso do palavrão, meu pai era muito rígido nesta questão, no entanto eles estão por aí vivendo ao lado da gramática e do português correto.Parece que o palavão já existia há muito tempo.Resta-nos rezar para que não entrem no dicionário.Existem palavrões que às vezes causam dor em quem os ouve.Ótima reflexão. Grande abraço!

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    1. Cara amiga Marli, apesar de eu ter dito no início do poema que supunha que o palavrão havia ganho maior ênfase a partir da ditadura, sei que ele sempre existiu aqui no Brasil, entretanto, à medida que o tempo passa, ele adentra nossas casas, locais de trabalho, enfim, por toda a parte, como se fosse necessário, mas sabemos que não o é.
      Um abração. Tenhas uma linda tarde.

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  12. É verdade, e para certos palavrões não há substituição, qualquer palavrinha mais educada, perde o real sentido.
    Abraços!

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