segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O JOGO

Ontem à noite, durante a contagem dos votos,
eu apaguei em frente a tv.
Mais tarde, enquanto dormia
uma parcela da minha consciência
revoltou-se contra o resto do corpo:
cobrava minha desatenção
diante da importância do momento.
Nesta situação desconfortável,
perante o conflito interno,
era como se eu tivesse duas cabeças
puxando para lados opostos.

Acho que tive um sono horrível
pois acordei de cara amassada,
com olheiras profundas,
garganta seca e coluna ardida.
Cheguei a pensar que houvesse
acontecido uma catástrofe
na ordem geral das coisas,
mas quando eu abri a porta da rua
e recebi os primeiros raios de sol no rosto
recuperei um pouco de tranquilidade,
pois me dei conta de que indendentemente
de qualquer resultado no tabuleiro de xadrez, do jogo jogado,
o mundo continua girando como tem feito desde o dia da criação.

9 comentários:

  1. Como bien dices al final de tus letras, admirado amigo, el mundo sigue girando a pesar de todo.

    Me ha encantado leerte , lo hago despacio y varias veces , para comprenderlo bien.

    Recibe un gran abrazo

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  2. Que bom que pode sentir isso, as vezes acordo tb amassada, ou passo o dia assim, mas sempre há o segredo do dia seguinte.

    Beijos meu

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  3. Dilmar, escreve com a intenção de nos deixar sem palavras? Pois ao Lê-lo, sentimo-nos assim!
    Belo blog e grande abraço.

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  4. Fátima, obrigado pela visita.
    Um grande abraço.

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  5. Priscilla, obrigado pela visita. Estou seguindo o seu blog.
    Um grande abraço

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  6. Dilmar, também estou te seguindo, com tantas coisas boas por aqui, não poderia ser diferente!
    Grande abraço.

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  7. Fico agora na espectativa de suas novas postagens, ler-te é lindo!
    Abração.

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. Caro amigo,

    Creio que muitos se identificarão com teu texto.
    Estas eleições foram doloridas, pela primeira vez fiquei na dúvida até o último momento.
    Você converteu a dura realidade e sua desesperança em escrita e ao final trouxe um raio de luz e vida. Afinal o que temos? O que de real podemos acreditar? É no nosso pulsar na vida.

    Para terminar, Clarice Lispector: "...uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar dem se deve amar. Apesar dem se deve morrer. Inclusive muitas vezes né o próprio apesar de, que nos empurra para frente".

    Desejo uma semana de inspirações para você!

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