sábado, 18 de abril de 2015

GATOS

Acho que todo mundo sabe
que gatos não se perdem
e sempre voltam pra casa...
Ainda que dono do bichano,
descontente com o animal,
decida se desfazer do mimoso,
largando a criatura  a esmo
em local afastando, distante,
de repente, o bicho volta
célere, antes do homem...

Conta a lenda que um homem malvado
tentava jogar fora, de todas as formas,
o gatinho de estimação dos filhos...
Numa feita conduziu o bicho a uma floresta,
e antes de largá-lo deu varias voltas pelo matagal
na intenção de despistar o caminho de retorno.
Após a execução da tarefa, o cara liga pra casa,
e se exibe vitorioso: quero ver ele voltar,
mas do outro lado da linha, a mulher  fala;
Ah,...ele voltou antes de ti!
O marido, irritado, diz: então põe o gato bocal do telefone,
pois necessito que ele  me ensine o caminho de regresso,
porque estou  perdido no meio do mato!

16 comentários:

  1. Bom dia
    Maravilhoso texto!
    Adoro gatos, e tenho um, mas porta.se mal. loooool


    Beijo-Bom Domingo.

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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    1. Amiga Cidália, obrigado pela visita de além-mar. Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas uma linda semana.

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  2. Dilmar,
    À guisa de comentário, vou colocar abaixo (em duas partes) um texto que vem a calhar sobre GATOS:

    Gatos
    Quando eu era garoto, na minha casa havia vários gatos, minha mãe adorava os bichanos, de forma que eles sempre encontravam abrigo principalmente na cozinha onde um fogão a lenha fornecia o calor que os atraía no inverno. Desde que lembro, nunca mais que quatro, desses vira latas sem quaisquer resquícios de raças, viviam em completa liberdade no quintal e na cozinha da nossa moradia, pequena e aconchegante casa de madeira num bairro pobre de Palmeira. Não eram mimados como gatos de madame, nem eram dependentes de qualquer coisa necessária à sobrevivência. Acho que naquele tempo nem existam essas rações de hoje, quando alimentados comiam restos de nossa própria comida. Viviam na nossa casa, mas não dependiam de nós moradores, tinham muita autonomia e eram safos o suficiente para se alimentarem, namorar e buscar companhia fora de casa. Eram afeiçoados ao lugar, mansos, conviviam em paz com nosso sempre presente cachorro, eram muito higiênicos, - enterravam com cuidado seus dejetos - gostavam de cafuné e atendiam minha mãe que os chamava por nomes como gato, gatinho, gatucho e outros, todos relacionados com a palavra gato.
    Durante os invernos rigorosos como soem ser naquele planalto sulino, costumavam dormir ao pé do fogão a lenha, onde, uma vez, um bichano amarelo de nome gato foi atingido por uma brasa que lhe queimou a pelagem e a pele e ficou com uma cicatriz vitalícia. Esse mesmo bichano gostava de caçar roedores e outros animais de pequeno porte nos campos lindeiros donde morávamos. Não raro ele aparecia em nossa sala com um camundongo ou lagartixa viva na boca e, parecia, vinha mostrar como era exímio caçador. Brincava com a presa até cansar e depois a comia sem pejo, era um gato muito esperto. Certa vez apareceu com uma cobra viva na boca, um pequeno ofídio de cor esverdeada que foi objeto de brincadeiras e depois deglutido com aparente prazer.
    Como os gatos apareciam lá em casa? Não sei, mas desconfio que minha mãe tinha algum jeito especial de atraí-los, talvez ela os visse perdidos pelas proximidades e os chamasse para nosso quintal, onde uns encontravam outros, faziam amizade e iam ficando. Só sei que os gatos não incomodavam os vizinhos, não miavam à noite, não ficavam doentes, nunca tomavam banho, mas aparentavam sempre estar limpos, e, não sei por que, eram todos machos, jamais alguma fêmea transpôs a soleira de nossa porta.
    Como escrevi no início, eles eram representantes legítimos de animais SRD (Sem Raça Definida) e, como tal, apresentavam variadas cores. Lembro especialmente de um amarelo, um branco, um mourisco, ou seja, variegado com listras pretas e cinzas, e, o mais estranho de todos: um gato azul, isso mesmo azul! Imaginem, se hoje parece esquisito pensar num gato azul, naquele tempo, 1957, então, nem se fala! Um dia de verão, cheguei da escola ao meio dia e lá estava aquele gato bem novo, bem saudável e bem normal, a não ser pela cor. Perguntei a minha mãe a que devia aquela cor e como ele veio parar lá em casa. Como os gatos iam morar lá em casa era um segredo que minha mãe jamais contara, então não seria agora que ela ia abrir o jogo. Mas, azul? Peguei o bichinho no colo e pude verificar que o pêlo não fora tingido ou pintado, era azulão mesmo!

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  3. Continuando...
    Como era possível? Minha mãe não se abalou, disse que pelo fato de jamais termos visto gatos azuis não significava que eles não existissem. Era um bichano azul e pronto! Realmente, diante desse argumento não houve como discordar, o gato azul se incorporou a gataria doméstica e, depois de algum tempo, não dava nem para reparar que ele era diferente dos demais. O bichano gostava de comer mariposas, essas borboletas noturnas que são atraídas por lâmpadas à noite. Para alcançá-las o bicho costumava subir num armário, ficava em pé e as pegava com as patas dianteiras quando pousavam no teto da cozinha. Ele viveu muitos anos na nossa companhia e tornou-se um dos meus prediletos, era um felino dócil e inteligente. O curioso dessa história é que ninguém, absolutamente ninguém, sejam meus irmãos, vizinhos, parentes ou visitas, jamais se referiu a cor estranha do animal, parecia que só minha mãe e eu conseguíamos enxergar aquela pelagem de coloração anil. Também nós, na presença de outras pessoas, deixávamos de falar na cor do bicho, estávamos cientes que os outros não a notavam.
    Como os demais, ao ficar velho e alquebrado, o gato azul passou a ser caseiro e dependente alimentar durante um período, depois, um belo dia, partiu em direção aos campos gerais onde se perdeu e nunca mais foi visto. Todos procediam assim, eram por demais orgulhosos para definhar a vista de nós humanos.
    Claro que, considerando o que minha mãe havia dito e o conhecimento parco sobre animais e o total desconhecimento sobre genética que eu tinha, nunca contestei a cor do felino e, tampouco me passou pela cabeça procurar saber o porquê daquela excentricidade. Agora, muitos anos depois, ao ler o livro “O urso azul”, veio-me à lembrança aquele gato e uma certeza de como explicar sua exótica coloração. O livro conta a aventura e a trajetória de vida do americano Lynn Schooler que mora no Alasca onde é guia de expedições científicas e fotográficas da fauna daquele estado. Conta ele que havia avistado de longe um urso azul, animal meio lendário que povoa há muitos anos o imaginário de povos nativos e visitantes daquela inóspita região. Pois bem, em todas as oportunidades, Lynn procede a busca do animal exótico até que o encontra e fotografa de perto (as fotos estão no livro). A explicação para a cor azulada se deve a uma mutação do urso cinzento o qual deu origem a esse raro animal.
    Então, minha gente, hoje estou feliz porque finalmente posso entender a origem da cor do meu gato. Provavelmente ele era uma mutação desses gatos cinzas, chamados egípcios se não me engano, e saiu com aquela belíssima pelagem que o tornou o bichano mais bonito da gataria de minha casa. Um gato azul com origem agora plenamente desvendada! JAIR, Floripa, 22/06/11.

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    1. Caro amigo poeta Jair, obrigado pelos textos elucidativos sobre os bichanos. Sinto-me recompensado além do merecimento. Um abração. Tenhas uma ótima semana.

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  4. Bom dia de domingo meu amigo querido
    olha é de chorar de rir essa histórinha do gato
    pra vc ver mesmo levando ele embora ele volta
    devemos pensar muitas vezes antes de desfazer de algo
    pensando bem será que um dia vai ser util?
    É essa a conclusão que tiro dai.......mas gosteiu

    Bjussss
    Rita

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    1. Cara amiga Rita, obrigado pela visita. Que bom que você gostou. Um abraçao daqui do sul do Brasil.

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  5. Divertida a história dos gatos.
    Mas que ninguém duvide da inteligência dos animais.
    Bom domingo. Abraços. Edna.

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    1. Edna, obrigado pela visita. Um abração. Tenhas uma linda semana.

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  6. Boa tarde Dilmar.
    Só assim eu dava risada, um texto bem divertido, imagine a cara do dono, ao saber que o gato já estava em casa rsrs. Animais são muitos inteligentes,principalmente gatos e cachorros. Meu amigo obrigada pelo apoio e pelo carinho. Deus fique com voces, uma linda semana.
    Abraços.

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    1. Querida amiga Stolze, obrigado pela visita. Um abração daqui do sul do Brasil. Tenhas uma linda semana.

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  7. Oh, meu amigo, adorei ler esta sua poesia. Sabe eu adoro gatos. Até na
    minha página de Facebook, criei o Clube dos Gatos onde coloco fotos deles.
    São inteligentes, amigo, embora haja quem diga que não.
    Eu tenho uma gatinha cá em casa. Ele repara em tudo e qualquer coisa que
    seja nova cá em casa ela dá de imediato por isso.
    Desejo que se encontre bem,
    Abraço amigo.
    Irene Alves

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    1. Amiga Irene, obrigado pela visita de além-mar. Com certeza, gatos são animais muito inteligentes. Estou bem, amiga. Um abração daqui do sul do Brasil. Tenhas uma linda semana.

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  8. Meu caro poeta e amigo Dilmar, adorei o final...mas que sirva de alerta, ter um animal é responsabilidade, é um servivo que necessita de atenção, carinho e comida. Acho os gatos lindos, caminhando no telhado, mas tenho um cachorro, preciso da dependencia dele,os gatos são independentes demais para mim. Sempre bom estar aqui.
    ps. Carinho respeito e abraço.

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  9. Amigo Dilmar, pois é, engraçado mesmo o seu texto, nos mostra que o bichano além de ser bem esperto e desprendido, só vai embora mesmo quando ele quer, rsrs!
    Amei ler!
    Abraços apertados!

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