quarta-feira, 16 de março de 2016

NEM TUDO QUE RELUZ...

Ainda que nos digam
que venceremos esse jogo
creio que a eventual vitória
será uma vitória de Pirro.

Mil passeatas não terão
a capacidade de transformar
gente de caráter mesquinho
em pessoas de conduta retilínea.

Queremos curar a doença através do sintoma
quando deveríamos debelar a causa do mal.
Já nos iludimos procurando remédios complexos,
entretanto a prescrição é extremamente simples.

Mas o caminho da simplicidade
é o que há de mais difícil nesta terra,
porque nos miramos em espelhos opacos,
ao invés de buscar o brilho  da centelha divina.

9 comentários:

  1. Amigo Dilmar, bota vitória de Pirro nisso, ou melhor, nem sei se haverá!
    Infelizmente aqui as leis existem, mas há tantas brechas, mas tantas que, os espertos conhecem todas!
    Como já disse e reafirmo, o povo sabe votar sim, o problema é que não há em quem?!
    Abraços apertados!

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    1. Cara amiga Ivone, obrigado pela visita e pelas palavras sábias. Um abração. Tenhas uma boa noite.

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  2. Uma poesia que retrata a verdade atual do Brasil, infelizmente.
    Um abraço.
    Élys.

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    1. Caro Élys, obrigado pela visita. Um abração. Tenhas uma boa noite.

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  3. Desculpe Dilmar,
    Minha indignação é grande, portanto não tenho como fazer um comentário peseudo-poético como costumo fazer. Então aqui vai uma quadrinha escrota que, espero, tenha o mesmo efeito:

    Nesta velha Pindorama de merda
    Há tanta patranha que me entristo
    O estrupício, cargo público herda
    Tanto roubou que vai ser ministro.

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    1. Caro amigo poeta Jair, obrigado pela visita. Realmente, tem o mesmo efeito: o galinheiro foi entregues às raposas.
      Um abração. Curta a Austrália.

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  4. Se a doença não tem cura,
    viver até a morte deixar
    numa inventada aventura
    pode o remédio encontrar
    mas, não numa má criatura!

    Tenha uma boa boa noite, amigo Dilmar, um abraço.
    Eduardo.

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    1. Caro amigo Eduardo, obrigado pela visita de além-mar. Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas uma boa noite.

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