terça-feira, 13 de setembro de 2016

VELHOS SETEMBROS

Ando meio assustado
com a voracidade
do tempo.
Setembro entrou
na semana passada
e hoje já é dia treze.
Se continuar assim
semana que vem
vai ser outubro.
Saudade de quando
setembro era do tamanho
de um latifúndio.
Naquele tempo
o nono mês do ano
durava  sessenta dias.
Naquela época
SETEMBRO
nunca terminava...

7 comentários:

  1. Oi, Dilmar, tenho a mesma sensação, tudo tão rápido e meio sem gosto... Me parece que a divisão é entre 'inverno e verão', o resto apagou. Nota-se pelo desabrochar das flores. Setembro perdeu o romantismo, antes tão cantado nos poemas. Semana que vem entra a primavera e não sei...
    Abraços!

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    1. Cara amiga Tais, obrigado pela visita. Um abraço. Tenhas uma boa tard.

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  2. Boa tarde, Dilmar, realmente entendo seu medo das asas do tempo, está voando, também sinto certo receio, pois tudo está sendo levado rápido demais.E,com a ida rápida dele , nós vamos também... Grande abraço!

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    1. Amiga Marli, obrigado pelo comentário. Um abraço. Tenhas uma boa tard.

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  3. Ah!Poeta! Lembro bem desses setembros intermináveis...
    O cheiro, a cor e a lembrança!
    Mas setembro sempre será prenuncio de Primavera!
    Beijo carinhoso!

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  4. Acróstico

    Se você julgava os meses iguais
    E tempo fluindo sempre constante
    Tenha ciência, não ocorre jamais
    Ele, o tempo, se julga importante
    Movimentando-se nos seus anais
    Brioso, frio e mesmo exuberante
    Retém o fluxo nos meses normais
    O que não faz de setembro adiante.

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  5. Lendo aqui me reporto a infância na primavera, realmente era algo sem fim, e o melhor de tudo era o clima, as cores das flores, até nos campos que jogava futebol nasciam pequenas flores, era um mundo colorido e com tempo, tempo que já não temos mais. Como dizes, amanhã será outubro e depois tropeçamos no Natal e fim de mais um ano...que saudade dos eternos setembros.
    ps. Carinho respeito e abraço.
    ps2. Meu amigo Dilmar, muito me comoveu teu comentário lá no bloguinho, obrigado por tuas palavras, tão estimulantes, um gosto de colo, um gosto da mais pura amizade...assim vou sobrevivendo, pois viver aqui nesta cidade perdeu o sentido.

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