sábado, 17 de dezembro de 2016

TRANSMUTAÇÃO

Naqueles dias sombrios
buscava um resto
de primavera,
que guardara
nos olhos.
Naquelas
horas vibrantes,
um leve sobressalto
ameaçava o horizonte,
porque aprendera,
que a felicidade é fugaz.
Naqueles momentos
em que a angústia descia
de alguma nuvem,
contava até dez,
até cem, até mil...
até dar-se conta,
que muita vezes,
a dor é gestação
da própria alma.

8 comentários:

  1. Olá, querido amigo Dilmar, esse é filosófico, foi fundo! Muito bonito, com grande sentido. E no estilo 'Dilmar'.
    Grande abraço!

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    1. Obrigado pelo carinho, cara amiga Tais. Um abraço. Tenhas um ótimo domingo.

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  2. Filosofia libertar,
    em cada palavra que escreve
    bom fim de semana amigo Dilmar,
    com tudo o que lhe apetece!

    Um abraço.

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    1. Escrever, liberta, meu caro e bom amigo português. Um abração daqui do sul do trópico. Tenhas um excelente domingo.

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  3. Fantástico poema, como sempre... Amei

    Beijos...Bom fim de semana

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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    1. Obrigado pelo carinho, cara amiga Cidália. Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas um lindo domindo

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  4. Lembro da transmutação
    Que aprendi no catecismo
    Mas hoje conforme cismo
    Tem qualquer conotação.

    E na poesia, então
    Dá um toque de lirismo
    Com distância de abismo
    A ver com religião.

    Mas faz me lembrar do vinho
    Então, por outro caminho
    Eu ergo ao amigo a taça

    E o brindo pelo alinho
    De seus versos. E sozinho
    Ao seu poema dou graça.

    Grande abraço. Laerte.

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  5. Caro Laerte, obrigado pela carinhosa visita poética. Um abração. Tenhas um ótimo domingo.

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