sábado, 15 de agosto de 2015

NADA?

Às vezes pensamos certas coisas
que parece não ter nada a ver
com nosso histórico de vida.
Mas, então, de onde é que vem
ensejo para se voar  em devaneios
sem prováveis pontos de apoio,
ainda que acreditemos que nada
acontece assim tirado do nada,
porque nada é o que não existe?

12 comentários:

  1. Boa reflexão! Lindas palavras.

    Bom fim de semana-
    Beijinhos

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Amiga Cidália, obrigado pelas palavras amigas vindas de além-mar. Um abração. Tenhas um lindo fim de semana.

      Eliminar
  2. TUDO E NADA

    Todos lembramos de nossas primeiras aulas de geometria em que o professor nos explicava os conceitos e definições necessários a compreensão das figuras geométricas elementares. “Uma reta é a menor distância entre dois pontos”; “uma circunferência é uma linha curva fechada eqüidistante de um ponto”; “um plano pode ser definido por três pontos não alinhados no espaço” etc. E o PONTO hein? Como era definido o ponto? Nesta altura da aula as explicações ficavam meio que na área das indeterminações, chegando as vezes próximas a conceitos filosóficos, não havia uma definição assimilável simples para o ponto e os “cruzamento de duas linhas”, “pequeno sinal semelhante ao que o lápis imprime no papel” eram conceitos menos que satisfatórios, de modo que apelávamos para os dicionários e lá estava: “Configuração geométrica sem dimensão e que se caracteriza por sua posição” (Aurélio); “a grandeza considerada, em abstrato, sem dimensão alguma” (Francisco Fernandes). Pronto! Finalmente o ponto já era alguma coisa, ou seja, nada. Alguma coisa sem dimensão entende-se que seja sem altura, largura e profundidade, não é mesmo? Tínhamos um ente que entrava compulsoriamente em conceitos fundamentais para a compreensão da geometria, ou seja, das linhas, figuras e sólidos e esse ente era uma “coisa” absolutamente adimensional, um nada! Agora ampliemos nosso raciocínio e tomemos qualquer objeto ou ser que exista. Não nos preocupemos de que matéria ele é composto, apenas consideremos que podemos dividi-lo e subdividi-lo quase infinitas vezes, até torná-lo irreconhecível, apenas pontos. Vejam bem! PONTOS! Podemos dizer que qualquer objeto compõem-se de pontos, não é mesmo? Ora o PONTO, como vimos, é adimensional, sem altura, largura ou profundidade. Conclui-se que, se tudo que existe é composto por pontos que não são nada, então TUDO é NADA.
    JAIR CORDEIRO LOPES

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Meu caro amigo poeta Jair, obrigado pelo comentário consistente, coerente e inteligente. Um abração. Tenhas um ótimo fim de semana.

      Eliminar
  3. Boa tarde, Dilmar, hoje só encontro amigos filosofando e o amigo Jair dando -nos uma excelente aula. Riquíssimo momento aqui. "ainda que acreditemos que nada
    acontece assim tirado do nada,
    porque nada é o que não existe?" Será que tudo é nada? Pura filosofia......
    Beijos!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois é amiga Marli, nosso amigo Jair, brilhou através desta bela análise-dissertativa-filosófica.
      Obrigado pela visita. Um abração. Tenhas um lindo fim de semana.

      Eliminar
  4. Oi, Dilmar!
    Inquietações é o que nos faz buscar!
    Refletir sobre "perguntas sem respostas" é o exercicio da filosofia (será?)
    Gosto desse exercicio!
    Beijo carinhoso!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Amiga Jossara, obrigado pela visita. Pois é, eu suspeito que a filosofia não traz respostas às nossas indagações, mas nos habilita a questionar de maneira mais intensa.
      Um abração. Tenhas uma lindo fim de semana.

      Eliminar
  5. Olá, Dilmar.
    Essas inquietações que surgem na alma do poeta...
    Se não tem nada a ver connosco, o que nos liga a esses pensamentos, que nos chegam... do nada?
    Talvez por termos vários "eus" guardados em nós? "Eus" de que, às vezes, nem nós damos conta de suas existências?
    Li com muita atenção o comentário de Jair Lopes, que faz uma excelente reflexão, que, da geometria chega à filosofia, na sua mais genuína forma. E concluo que, se "eu", ser existente (?), sou formado de vários pontos que não são nada, então, "eu" sou "nada".
    Igualmente à nossa volta: "tudo" é "nada".
    Não consigo evitar de pensar nos outros "eus" que julgam-se tanto, sem saber que são "nada" ;)

    abç amg

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Querida amiga Carmem, realmente, muita boa a reflexão do Jair; grande poeta, excelente cronista-contista, enfim, um ser de muitas virtudes.
      Quanto aos "eus" você arremeteu-me aos heterônimos de Fernando Pessoa.
      Enfim, um tema leva a outro, eis mais um ponto positivo da blogsfera.
      Obrigado pela visitas. Um abração daqui do sul do Brasil. Tenhas um lindo fim de semana.

      Eliminar
    2. Querida amiga Carmem, realmente, muita boa a reflexão do Jair; grande poeta, excelente cronista-contista, enfim, um ser de muitas virtudes.
      Quanto aos "eus" você arremeteu-me aos heterônimos de Fernando Pessoa.
      Enfim, um tema leva a outro, eis mais um ponto positivo da blogsfera.
      Obrigado pela visitas. Um abração daqui do sul do Brasil. Tenhas um lindo fim de semana.

      Eliminar
    3. Querida amiga Carmem, realmente, muita boa a reflexão do Jair; grande poeta, excelente cronista-contista, enfim, um ser de muitas virtudes.
      Quanto aos "eus" você arremeteu-me aos heterônimos de Fernando Pessoa.
      Enfim, um tema leva a outro, eis mais um ponto positivo da blogsfera.
      Obrigado pela visita. Um abração daqui do sul do Brasil. Tenhas um lindo fim de semana.

      Eliminar