sábado, 9 de julho de 2016

AO MESTRE COM CARINHO - II

Foi numa Feira do Livro,
dos meus verdes anos,
a vez em que estive
na frente dele.
A um passo do mestre
faltou-me coragem
para dirigir-lhe a palavra.
As perguntas elaboradas
para aquele momento
ficaram trancadas...
Com a boca seca,
mudo e trêmulo,
estiquei a mão
que segurava
"A Rua dos Cataventos",
balbuciando:
por favor, um autógrafo.
Então, o poeta abriu
aquele sorriso tímido
e disse: menino, hoje
não o meu dia de autógrafo,
mas os pedidos dos meus leitores
são ordens para mim!


15 comentários:

  1. rs, que engraçado... mas eu também era assim, tinha momentos que a timidez falava alto, naturalmente hoje faria diferente, dominaria mais a situação: não chegaria perto!!!
    Mas chegaria perto de Drummond e outros tantos. Seria medo de levar um puxão de orelha? Ele não tinha cerimônia nem papas na língua, você lembra?
    Abraço!! Gosto de ler sobre esses possíveis comportamentos...

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  2. Amiga Tais, também gosto de ler sobre possíveis comportamentos, possíveis eventos...
    Obrigado pela visita. Um abraço. Tenhas uma ótima domingo, apesar da chuva.

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  3. Maravilhoso texto!

    Bom Domingo. Beijos
    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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    1. Cidália, obrigado pela visita de além-mar. Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas uma linda semana.

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  4. Bom dia, Dilmar, penso que somos, de alguma maneira todos parecidos quando nos encontramos com aquele ídolo, aquele escritor famoso e nosso objeto de conhecimento. Que bom que foi atendido. Abraço! Bom domingo!

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    1. Amiga Marli, obrigado pela visita. Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas uma linda semana.

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  5. Soneto-acróstico
    A Quintana

    Aquele que nos pampas nasceu poeta
    Maior, bem maior que outro de seus dias
    Átimo de atenção demos a esse esteta
    Relembrando em sua obra, as ousadias.

    Indene a modismos até novas escolas
    Ousado nas colocações, versos, rimas
    Que nos pensamentos dele nos assola
    Um vez Quintana, vários pontos acima.

    Infenso a tudo o poeta maior tão genial
    Nos deixou nutrido e vastíssimo legado
    Tanto criativo, como uma visão original.

    Alguns deixam esse Planeta marcado
    Nem sequer aproximado do mero usual
    Assim foi Mário esse poeta apaixonado.

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    1. Caro amigo poeta Jair, obrigado pela visita poética através de excelente soneto. Um abração. Tenhas uma ótima semana.

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  6. Sério que você conheceu o Mario Quintana?

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    1. Meninas, eu sou antigo, quando nasci o Mario tinha quarenta e poucos anos, quando morreu tinha quase noventa. De longe e de passagem pela rua vi o poeta muitas vezes, mas somente na ocasião do autógrafo estive frente a frente com o meu ídolo.
      Obrigado pela visita. Voltem sempre que desejarem, pois este espaço pertence aos amigos. Tenham uma linda semana.

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    1. Obrigado pela visita, Zulmira. Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas uma linda semana.

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  8. Meu querido amigo Dilmar, que sorte a minha de poder ler na sequencia estes dois belos fatos biográficos mágicos em tua vida, Quintana é um poeta que amo, tu sabes...como não tive este prazer, terei para mim esta visão do anjo, do poeta se curvar ao menino para atender um pedido. Belas e eternas lembranças.

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  9. Caro amigo Jair Machado, obrigado pela visita. Um abração. Tenhas um ótimo dia.

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  10. Caro Dilmar,
    E não era para menos, o guri ali na frente do nosso grande Mario Quintana, buscando o seu autógrado. Não era dia de autógrafo, mas a sensibilidade do poeta abriu axceção; autógrafou o livro para o pequeno leitor; ele sabia cuidar das sementes, para os frutos de amanhã. Grande Mario!
    Um abraço.

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